- Em NSW, o koala foi declarado ameaçado em 2022 e uma comissão parlamentar alerta que pode desaparecer até 2050 sem intervenção.
- O Great Koala National Park (GKNP) propõe 475 mil hectares entre Kempsey, Grafton e inland Ebor, conectando florestas estaduais a reservas existentes.
- O plano prevê moratória de extração de madeira na área, financiamento para a transição de trabalhadores e novas infraestrutura para turismo.
- A região abriga mais de 12 mil koalas e 66 outras espécies ameaçadas, além de plantas raras; proteger as florestas também oferece benefícios climáticos.
- Cerca de 300 empregos devem ser perdidos no setor de madeira; o governo busca financiamento via créditos de carbono, mas há incertezas sobre aprovação federal e viabilidade econômica.
A agência de notícias reporta que a Austrália avança com a criação de uma área de proteção para koalas na Nova Gales do Sul. O governo estadual revelou o Great Koala National Park (GKNP), com 475 mil hectares, para unir florestas estatais e reservas já existentes. A medida vem acompanhada de uma moratória de extração de madeira, financiamento de transição para trabalhadores e novos investimentos em infraestrutura.
A iniciativa foi apresentada em setembro e envolve o governo liderado pelo Partido Trabalhista, com o apoio do premier Chris Minns. A proposta visa evitar a extinção dos koalas na região até 2050, segundo as autoridades. O plano divide opiniões: ambientalistas veem como avanço, trabalhadores da indústria madeireira, como perda significativa de empregos.
A área pretendida se estende de Kempsey a Grafton, com interior em direção a Ebor, ligando 176 mil hectares de florestas a áreas já protegidas. Estima-se que o GKNP abriga mais de 12 mil koalas, uma das maiores populações do estado, além de 66 espécies ameaçadas.
A justificativa ecológica
Drone surveys apontam a presença de mais de 12 mil koalas na região, entre as mais expressivas do estado. O parque também abriga diversas espécies ameaçadas, como girds e cockatoos, além de plantas raras. Proteção de florestas nativas pode aumentar captura de carbono e abrir oportunidades de manejo sustentável.
Desenho político e econômico
O anúncio interrompe práticas de manejo de madeira no perímetro proposto, porém plantações de eucalipto e manejo de florestas nativas privadas permanecem inalterados. A decisão é debatida no âmbito político, com críticas a atrasos e pressões sindicais desde 2015.
Impactos na indústria madeireira
Estimativas indicam cerca de 300 empregos a menos com o estabelecimento do GKNP. Pequenos curtumes e serrarias relatam prejuízos e buscam transição para áreas como plantios. Representantes sindicais contestam a motivação da medida, afirmando que o governo prioriza o ambientalismo em detrimento dos trabalhadores.
Turismo e créditos de carbono
O governo pretende posicionar o GKNP como polo de turismo ecológico, com planos de trilhas, campings e novas zonas de aventura. O ministério do Meio Ambiente estima recursos adicionais de 60 milhões de dólares para infraestrutura turística. A expectativa é gerar mais empregos do que a extração de madeira.
Financiamento e viés técnico
O park deve ser registrado em um esquema de créditos de carbono, para viabilizar financiamento da gestão. Críticos contestam a eficácia dos créditos, questionando a adicionalidade do benefício. Caso a aprovação federal atrase, a formalização pode ocorrer apenas em 2026.
Um debate de políticas públicas
O GKNP sintetiza tensões sobre políticas fundiárias: conservação versus setores extractivos, empregos regionais versus compromissos ambientais globais. Outras regiões já reduziram a exploração de florestas nativas, e NSW caminha nesse sentido, com votação que depende de apoios legislativos.
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