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Transplante capilar: principais dúvidas sobre o procedimento

Cresce a procura por transplante capilar no Brasil, com técnicas modernas e resultados naturais, exigindo avaliação médica especializada e cuidado pós-operatório

O transplante capilar é um procedimento cirúrgico minucioso que costuma durar de oito a dez horas.
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  • Dados de 2025 apontam crescimento na procura: homens interessados em transplante capilar subiram de 13% para 18% nos últimos três anos.
  • No Brasil, aproximadamente 6 mil transplantes capilares são feitos anualmente, com aumento de cerca de 20% no número de pacientes segundo levantamento de 2023; barba e bigode representam cerca de 5% dos casos.
  • Mulheres também procuram o procedimento, com 12% das interessadas buscando melhorar sobrancelhas; a alopecia androgenética é a principal causa entre os homens.
  • Existem duas técnicas: FUT, mais antiga, que deixa cicatriz, e a atual FUE, que remove folículos individualmente sem bisturi; a cirurgia costuma durar de oito a dez horas.
  • O pós-operatório exige cuidados específicos: cicatrização em 24 a 48 horas, higiene do couro cabeludo, evitar traumas e atividades físicas intensas, banhos de mar e sol por pelo menos um mês; resultados aparecem gradualmente, com metade da densidade em cerca de seis meses e efeito completo entre 10 e 12 meses.

O transplante capilar segue ganhando espaço no Brasil e no mundo, com novas técnicas que buscam resultados mais naturais. Dados de 2025 da International Society of Hair Restoration Surgery apontam crescimento na participação masculina, de 13% para 18% entre interessados. No Brasil, a média anual fica próxima de 6 mil procedimentos.

O levantamento da ABCRC de 2023 mostra aumento de 20% no número de pacientes que recorrem à restauração capilar. Além do couro cabeludo, técnicas em barba e bigode já representam cerca de 5% dos casos. Entre as mulheres, 12% procuram melhorar sobrancelhas.

O tempo de operação costuma ficar entre oito e dez horas, com sedação e anestesia local. A prática utiliza folículos do próprio paciente, coletados na região lateral e posterior do couro cabeludo, para implante nas áreas com queda. A técnica FUE predomina, substituindo o método FUT.

Quem busca o transplante?

Mais de 80% dos pacientes são homens com alopecia androgenética. Mulheres também procuram a técnica para corrigir testa alta, alterações hormonais ou queda capilar por fatores diversos. O transplante pode ainda tratar sequelas de traumas, queimaduras ou cirurgias.

A indicação ocorre quando há perda definitiva de folículos ou densidade capilar não recuperada por tratamentos. Avaliação dermatológica completa é essencial para confirmar diagnóstico, excluir doenças ativas e avaliar a área doadora.

Como é o procedimento?

A técnica FUE realiza a retirada individual de folículos, sem cortes ou cicatrizes significativas. Os folículos são implantados um a um, respeitando o sentido de crescimento natural. Em casos de sobrancelhas ou áreas delicadas, a precisão aumenta.

Quando realizado por equipes especializadas, há baixo risco de complicações e altas taxas de sucesso, com boa preservação do bulbo capilar durante o processo. A duração estimada é de oito a dez horas.

Pós-operatório e cuidados

Logo após a cirurgia, as raízes entram em repouso e começam a produzir fios novos por volta de três meses. Entre seis meses já é possível observar parte da cobertura definitiva, com resultado completo entre 10 e 12 meses.

Cuidados como higiene adequada do couro cabeludo, evitar traumas e suspender atividades físicas intensas por um mês ajudam a fixação dos folículos. Contato com água salgada e clorada deve ser evitado nessas primeiras semanas, conforme orientação médica.

O que esperar dos resultados

A técnica aprimora densidade e aparência capilar, mas não devolve exatamente a mesma quantidade de cabelo de jovens. Médicos destacam a importância de alinhar expectativas e evitar promessas.

Mesmo após o transplante, é comum manter acompanhamento dermatológico e tratamento clínico para preservar resultados e retardar a progressão da alopecia em áreas não transplantadas.

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