- A tartaruga verde foi reclassificada pela IUCN de endangered para least concern, com aumento global estimado de cerca de 28% desde os anos 1970.
- O avanço é atribuído a proteções legais contra comércio e caça, além de medidas de conservação como proteção de praias de desova e uso de dispositivos de exclusão em pesca.
- Ainda assim, subpopulações regionais seguem ameaçadas ou em declínio: Norte do Oceano Índico é vulnerável, Central-Sul do Pacífico está em endangered, e o Norte do Atlântico mostra queda.
- Especialistas ressaltam que a mudança global não elimina a necessidade de conservação contínua para manter a recuperação.
- A avaliação é vista como vitória da conservação, mas enfatiza a importância de monitoramento e de ações contínuas para manter a tendência positiva.
A tartaruga verde saiu da lista de “em perigo” para “preocupação mínima” na avaliação mais recente da IUCN, com aumento global estimado de cerca de 28% desde os anos 1970. A mudança, segundo o IUCN Red List, reflete progressos na conservação de longo prazo, incluídos proteções legais e medidas de manejo.
Conforme o relatório, a recuperação não é uniforme. Subpopulações em algumas regiões seguem ameaçadas ou em declínio, apesar do ganho global. Tropas de conservação apontam que áreas no Norte do Oceano Índico são avaliadas como vulneráveis, e o Centro-Sul do Pacífico como em perigo. No Atlântico Norte, a situação é de menos risco, mas há sinais de queda.
Historicamente, a caça de carne e ovos, além de emaranhamento na pesca, degradação de praias e poluição, pressionaram a espécie. Proteções internacionais contra comércio, proteção de praias de nidificação e dispositivos de exclusão de tartarugas em redes de pesca contribuíram para a recuperação observada.
A análise ressalta que o status de menor risco não elimina a necessidade de conservação contínua. O grupo de especialistas da IUCN destaca a importância de manter esforços para assegurar a continuidade da recuperação, especialmente em áreas com tendências de declínio regional.
Para especialistas como Brendan Godley, da Universidade de Exeter, a mudança demonstra que a conservação marinha pode trazer resultados. A avaliação global não significa complacência, mas permite direcionar recursos onde a ameaça persiste com mais intensidade.
Implicações da mudança de status
- Aumento global da população sugere eficácia de medidas de proteção de nidificação e redução de capturas.
- Demandas por monitoramento contínuo de subpopulações vulneráveis para evitar retrocesso.
- Necessidade de manter cooperação internacional para conservar habitats oceânicos e costeirões.
O relatório enfatiza que tartarugas marinhas dependem de oceanos saudáveis e costas protegidas. A continuidade das ações de conservação é vista como chave para sustentar a recuperação da espécie a longo prazo.
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