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Indicadores revelam como o clima moldará nosso futuro

ONU aponta que danos por eventos climáticos extremos são seis vezes maiores que o custo de cumprir as metas do Acordo de Paris, reforçando a urgência de adaptação

30 indicadores que mostram como o clima molda o nosso futuro
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  • O relatório Climate Counts, da ONU Desenvolvimento, reúne trinta indicadores que traduzem os impactos das mudanças climáticas sobre sociedade, economia e ecossistemas.
  • O estudo alerta que o aquecimento deve ficar em dois graus Celsius até o fim do século, com cada décimo de grau aumentando a exposição a ondas de calor severas.
  • Entre 2000 e 2019, os danos relacionados ao clima somaram cerca de US$ 16 milhões por hora, superiores ao custo de cumprir as metas do Acordo de Paris.
  • Mais de três bilhões de pessoas vivem em regiões altamente vulneráveis, e crianças nascidas hoje podem enfrentar até sete vezes mais eventos extremos ao longo da vida.
  • A economia verde representa quase nove por cento do mercado global, com fontes renováveis respondendo por quinze por cento da geração elétrica; o Brasil é visto como potencial protagonista na transição energética.

O novo relatório da ONU sobre mudanças climáticas reúne 30 indicadores que mostram como o clima afeta sociedade, economia e ecossistemas. O estudo, intitulado Climate Counts: Every Number Tells a Story, traz dados para guiar políticas públicas e investimentos.

O documento destaca que a Terra continua viável para a vida, mas o equilíbrio climático está sob pressão. Emissões de gases de efeito estufa mantêm-se altas e podem levar a aquecimento superior a 2 °C até o fim do século, acima da meta de 1,5 °C do Acordo de Paris.

Com cada décimo de grau, ativos expostos a ondas de calor severas aumentam; isso amplia a urgência de reduzir emissões e fortalecer a adaptação. O relatório aponta custos maiores para expansão de danos climáticos se nada for feito.

Custo de agir e custo da inação

Dados expressivos mostram que prejuízos de eventos extremos são seis vezes maiores que o custo para cumprir as metas do Acordo de Paris. Entre 2000 e 2019, danos climáticos chegaram a cerca de US$ 16 milhões por hora.

Investir em adaptação, como sistemas de alerta, infraestrutura resiliente e gestão hídrica, é apresentado como estratégia de desenvolvimento, além de medida ambiental. A manutenção de serviços essenciais é prioridade.

Desigualdade e gerações

Mais de 3 bilhões de pessoas vivem em regiões vulneráveis aos impactos climáticos. Efeitos do aquecimento não afetam a todos igualmente, com comunidades de menor recurso enfrentando riscos maiores.

Crianças nascidas hoje podem enfrentar até sete vezes mais eventos extremos ao longo da vida. O relatório cita secas, enchentes e ondas de calor como exemplos, com menção ao Brasil na necessidade de integração entre meteorologia, manejo territorial e políticas públicas.

Economia verde e transição energética

A economia verde já representa quase 9% do mercado global, movimentando US$ 7,9 trilhões. Fontes renováveis respondem por 15% da geração elétrica mundial e devem crescer mais de dois dígitos até 2030.

Para o Brasil, há potencial de liderança na transição energética, com matriz elétrica já relativamente limpa. O país pode atrair investimentos sustentáveis com políticas adequadas.

Natureza, conhecimento tradicional e governança

Mais de 17% de terras e águas estão protegidas, mas o ritmo de desmatamento em florestas tropicais permanece alto. Áreas protegidas ajudam a regular clima, água e biodiversidade.

Povos indígenas administram 25% das terras globais e detêm 36% das florestas remanescentes. Práticas tradicionais fortalecem estratégias de manejo e equilíbrio ambiental.

Oportunidades de investimento

Cada dólar investido em adaptação pode gerar mais de dez dólares em benefícios ao longo de dez anos. Infraestrutura verde, tecnologia e gestão de riscos reduzem impactos e protegem vidas.

Atualmente, 28% das emissões globais já contam com mecanismos de precificação de carbono, instrumento que incentiva reduções e financiamentos de projetos de baixo carbono.

Clima como eixo da decisão pública

Quase metade da população mundial tem menos de 30 anos, fazendo das decisões de hoje essenciais para as próximas décadas. O relatório reforça que o futuro depende de ações de governos, empresas e cidadãos diante do clima.

Segundo a Climatempo, a meteorologia aplicada sustenta decisões que preservam vidas, ativos e produtividade, com foco em antecipar cenários e reduzir riscos.

Fonte: Relatório Climate Counts: Every Number Tells a Story, UNDP, 2025.

A Climatempo acompanha essa transformação por meio de dados meteorológicos e climáticos para apoiar decisões de setores produtivos e gestão pública.

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