- A Climatempo alerta que o desmatamento da Amazônia pode levar a um ponto de não-retorno climático, com a floresta virando savana e alterações profundas no regime de chuvas e na temperatura global.
- O patamar crítico de desmatamento está estimado entre vinte e vinte e cinco por cento, mais baixo do que estudos antigos que apontavam quarenta por cento.
- A ideia de tipping elements abrange vários sistemas globais interligados, como gelo marinho, permafrost e El Niño; o colapso de um deles pode provocar reações em cadeia no planeta.
- Em dois mil e vinte e quatro, a temperatura média no Brasil atingiu vinte e cinco vírgula zero dois graus Celsius, situando-se setecentos e noventa milésimos acima da média histórica, com eventos extremos em várias regiões.
- A recomendação é reduzir o desmatamento e também recuperar áreas degradadas, para evitar mudanças climáticas de longo prazo e proteger a Amazônia, considerada o coração climático do planeta.
Aza Estagna a notícia: especialistas alertam que a Amazônia pode alcançar um ponto de não retorno climático se o desmatamento continuar em ritmo elevado. A dimensão da floresta devastada já representa cerca de 20% da Amazônia Legal, mesmo com queda na velocidade de desmatamento.
A preocupação é global: a região é considerada um dos chamados tipping elements, sistemas que, ao falharem, podem provocar mudanças rápidas e irreversíveis no clima mundial. O tema ganha relevância à véspera da COP30, marcada para Belém, no Pará.
O conceito envolve também o gelo marinho do Ártico, as monções, o permafrost e outras grandes redes climáticas. O colapso de qualquer um desses componentes pode desencadear efeitos em cadeia no clima do planeta.
Ponto crítico da Amazônia
No passado, o limiar para a Amazônia era visto em 40% de desmatamento. Pesquisas atuais apontam que a soma de desmatamento, mudanças climáticas e uso de fogo pode reduzir esse patamar para 20% a 25%.
Isso significa que, ao atingir esse intervalo, a floresta pode perder a capacidade de se regenerar, favorecendo a transformação em savana. Nesse cenário, haveria impactos diretos no regime de chuvas e nas temperaturas globais.
Regoto ressalta que frear apenas o desmatamento não basta; é preciso ampliar a recuperação de áreas degradadas. A restauração aparece como parte essencial da estratégia para reduzir riscos climáticos a longo prazo.
Sinais no clima e impactos regionais
O aquecimento global já se reflete no Brasil, com recordes de temperatura. Em 2024, a média anual ficou em 25,02°C, acima da média histórica de 24,23°C entre 1991 e 2020, segundo o INMET.
Eventos extremos têm ficado mais frequentes, incluindo tempestades intensas no litoral norte de São Paulo e no Rio Grande do Sul. Analistas destacam que fenômenos como El Niño e La Niña devem manter intensidade elevada.
Caso o desmatamento e o degelo avancem, o planeta pode enfrentar mudanças climáticas mais profundas, com adaptação cada vez mais desafiadora. A preservação da Amazônia é apresentada como medida central para evitar cenários graves.
É consenso entre especialistas que conter o desmatamento e promover restauração são ações-chave para manter a estabilidade climática global. A região é vista como núcleo estratégico para o equilíbrio climático planetário.
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