- O professor Glauco Arbix e o jornalista Marcello Rollemberg discutem plataformas de IA que permitem falar com imagens de pessoas mortas como se ainda estivessem vivas.
- A ideia de interagir com entes falecidos é apresentada como algo que pode abalar o conceito de luto e a aceitação da finitude.
- Arbix afirma que trazer de volta probabilisticamente esses entes explode conceitos consolidados sobre a morte.
- O especialista aponta riscos especialmente para pessoas vulneráveis, como crianças, que podem interagir com pais falecidos sem proteção.
- A edição é do podcast Além do Algoritmo, transmitido pela Rádio USP no dia 31 de outubro de 2025.
A IA permite interagir com imagens de pessoas mortas como se ainda fossem vivas, o que, segundo o professor Glauco Arbix, questiona o conceito de luto e a percepção de finitude. O recurso pode ampliar a sensação de presença de quem já partiu, alterando rituais e tempos de luto.
Arbix ressalta riscos associados ao uso dessas plataformas, especialmente entre indivíduos mais vulneráveis. Crianças que dialogam com pais falecidos estariam suscetíveis a efeitos emocionais e psicológicos complexos, sem mecanismos de proteção adequados.
Risco para público vulnerável
O professor aponta que não existem salvaguardas claras nesse tipo de interação. Em situações de maior fragilidade emocional, o contato com imagens de pessoas falecidas pode intensificar traumas ou confundir processos de aceitação da perda.
A discussão faz parte da edição do podcast Além do Algoritmo, conduzido por Marcello Rollemberg e acompanhado pela Rádio USP, e foi veiculada no dia 31 de outubro de 2025. O tema aborda impactos éticos e sociais da reprodução de imagens de falecidos via IA.
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