- Cientistas observaram que rainhas parasitas de Lasius orientalis e Lasius umbratus infiltram colônias de outras formigas para induzir a morte da rainha local pela prole.
- A rainha parasita aprende o odor da colônia fora da toca para não ser reconhecida como inimiga antes de entrar.
- Dentro da colônia, ela ataca a rainha residente com um fluido abdominal, possivelmente ácido fórmico, levando as épragas a atacarem a rainha contaminada.
- Após a morte da rainha hospedeira, a rainha parasita passa a pôr seus ovos e as operárias da colônia cuidam deles.
- O estudo sugere um novo tipo de manipulação parental, em que a prole induz a morte da mãe indispensável, permitindo que a colônia parasita se estabeleça mais rapidamente.
O que acontece em termos de comportamento antin escreveu: rainha parasita de algumas espécies consegue tomar o controle de uma colônia infiltrando-se na toca rival, levando as operárias a eliminar a própria rainha mãe e aceitá-la como nova líder, conforme estudo recente. As espécies observadas foram Lasius orientalis e Lasius umbratus.
A pesquisa, publicada na revista Current Biology, descreve que a rainha parasita usa o olfato como ferramenta de manobra. Antes de entrar na colônia, ela adquire o odor dos trabalhadores que circulam do lado de fora, para não ser reconhecida como inimiga.
Dentro da colônia, a rainha invasora aproxima-se da rainha residente e dissemina fluido abdominal, supostamente ácido fórmico, sobre a oponente. Esse odor é percebido pelos operários, que reagem de forma agressiva contra a rainha hospedeira.
Após o ataque, a rainha parasita recua, permitindo que as operárias ataquem a rainha host com o líquido odorífero. A pesquisadora Keizo Takasuka destaca o risco associado a esse composto para a rainha invasora, que evita ser atacada.
Com a queda da rainha hospedeira, a parasita passa a pôr ovos, e as operárias da colônia acolhem as crias, acelerando a montagem de uma nova colônia sem a necessidade de iniciar tudo do zero.
Especialistas destacam que esse tipo de manipulação, em que a prole induz a morte da mãe, é uma forma inédita de estratégia de parasitismo em formigas. O estudo aponta que esse fenômeno não havia sido documentado anteriormente.
Os pesquisadores pretendem avaliar se o comportamento matricídio se estende a outros insetos, expandindo o interesse científico para além das formigas.
Elemento: O estudo reúne observações comportamentais, químicas e de dinâmica de colônias para explicar o mecanismo de infiltração e tomada de poder pelas rainhas parasitas.
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