- A Organização Mundial da Saúde projeta que a incidência global de câncer suba de 20 milhões em 2022 para 35,3 milhões em 2050, aumento de 77%.
- Os maiores aumentos devem ocorrer em países de baixa e média renda; o câncer de pulmão é o mais diagnosticado (2,5 milhões de casos) e a principal causa de mortalidade (1,8 milhão de mortes).
- No Brasil, o INCA prevê 1,15 milhão de novos casos até 2050 (crescimento de 83% frente a 2022) e mortes estimadas em 554 mil até 2025.
- A perda de produtividade por mortes prematuras (15 a 64 anos, 36 tipos, 180 países) chega a US$ 566 bilhões, equivalentes a 0,6% do PIB global, com maior impacto relativo na África Oriental e Central.
- Medidas prioritárias incluem acesso a novas tecnologias e enfrentamento de fatores de risco como tabaco e consumo de ultraprocessados, conforme a OMS em evento promovido pela Fiocruz no Rio de Janeiro.
O mundo deve registrar 35,3 milhões de novos casos de câncer em 2050, ante 20 milhões em 2022, aponta a OMS. O crescimento é de 77% e aponta desigualdades acentuadas entre países de baixa e média renda. O dado foi apresentado pela diretora da IARC, Elisabete Weiderpass, em evento promovido pela Fiocruz no Rio.
Segundo a pesquisa apresentada, o câncer de pulmão permanece como o mais diagnosticado, com 2,5 milhões de casos, seguido por mama e colorretal. A mortalidade mundial por câncer alcança 1,8 milhão de óbitos anuais. Países com maior impacto incluem África Oriental e Central em termos de perda de produtividade.
Desafios globais e impactos locais
No Brasil, o INCA estima 700 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025. A projeção aponta 1,15 milhão de novos casos até 2050, com mortes chegando a 554 mil até 2025. A entrevista de autoridades reforça a necessidade de ações imediatas para evitar sobrecarga no sistema de saúde.
A diretora da OMS destacou que 36 tipos de câncer, em 180 países, geram perdas de produtividade estimadas em US$ 566 bilhões, equivalente a 0,6% do PIB mundial. A distribuição de casos acentua disparidades regionais e requer estratégias de prevenção.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou por meio de vídeo na abertura do evento. Ele enfatizou cooperação global para ampliar o acesso a novas tecnologias e enfrentar fatores de risco, como tabaco e ultraprocessados.
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