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Brasil elimina transmissão vertical do HIV e registra menor mortalidade dos últimos anos

Boletim aponta queda de 13% nas mortes por AIDS em 2024, eliminação da transmissão vertical e expansão da Profilaxia Pré-Exposição e diagnóstico pelo SUS

Foto: Luís Targino/MS
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  • Boletim do Ministério da Saúde aponta queda de 13% nas mortes por AIDS entre 2023 e 2024, totalizando 9,1 mil óbitos.
  • No conjunto nacional, 68,4 mil pessoas viviam com HIV ou AIDS em 2024, com redução de casos de AIDS para 36,9 mil.
  • Avanços em prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS contribuíram para eliminar a transmissão vertical como problema de saúde pública.
  • Ampliação de PrEP, PEP e diagnósticos: 140 mil usuários de PrEP diários; 6,5 milhões de duo testes; 780 mil autotestes; distribuição de camisinhas específicas.
  • Ministério lançou editais de R$ 9 milhões para participação social e abriu exposição comemorativa que marca o início do Dezembro Vermelho 2025.

O Brasil registrou queda de 13% no número de óbitos por AIDS entre 2023 e 2024, conforme boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Foram 9,1 mil mortes em 2024, contra mais de 10 mil em 2023. O resultado reflete avanços em prevenção, diagnóstico e, principalmente, no acesso gratuito a terapias antirretrovirais pelo SUS, que ajudam a tornar o vírus indetectável e intransmissível.

O total de casos de AIDS também recuou no período, de 37,5 mil para 36,9 mil. No âmbito materno-infantil, houve redução de 7,9% nas gestantes com HIV e de 4,2% nas crianças expostas ao vírus. A profilaxia neonatal tardia caiu 54%, indicador de melhoria na assistência pré-natal e em maternidades.

O avanço levou à eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública, com taxa de transmissão abaixo de 2% e incidência de infecção infantil abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. A cobertura de pré-natal, testagem de HIV e tratamento em gestantes superou 95%.

Avanços e dados

A estratégia de Prevenção Combinada ganhou fôlego com PrEP e PEP, ampliando a proteção contra o HIV. O Brasil lançou camisinhas texturizadas para dialogar com o público jovem, com 190 milhões de unidades de cada modelo. Em 2023, o uso da PrEP subiu mais de 150%, chegando a 140 mil usuários diários.

O diagnóstico ganhou impulso com 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis, 65% a mais que no ano anterior, além de 780 mil autotestes distribuídos. O SUS mantém a terapia antirretroviral gratuita a todos os diagnosticados, com mais de 225 mil pessoas em regime de lamivudina mais dolutegravir.

Ações e financiamento

O governo lançou editais de apoio social de R$ 9 milhões para organizações da sociedade civil, fortalecendo a participação social na resposta à aids. Também foi criado um comitê interministerial para eliminação de infecções e doenças socialmente determinadas, com foco na transmissão vertical.

Exposição e Dezembro Vermelho

Em Brasília, o Ministério da Saúde abriu a exposição “40 anos da história da resposta brasileira à aids” e lançou a campanha “Nascer sem HIV, viver sem aids”, marcando o início do Dezembro Vermelho 2025. A mostra permanece aberta até 30 de janeiro de 2026.

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