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OMS amplia diretriz sobre obesidade para incluir caneta emagrecedora

OMS emite diretriz histórica sobre terapias GLP-1 para obesidade, recomendando uso condicional em adultos e plano de ampliar acesso até 2026

© REUTERS/Hollie Adams/Proibida reprodução
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  • A Organização Mundial da Saúde emitiu a primeira diretriz sobre terapias com GLP-1 para obesidade, conhecidas como canetas emagrecedoras.
  • A orientação recomenda uso condicional em adultos (exceto gravidez) como tratamento de longo prazo, aliado a dieta saudável e atividade física.
  • A diretriz ressalta que a obesidade afeta mais de 1 bilhão de pessoas e que governos vão planejar ampliar o acesso até 2026.
  • São considerados três agentes: semaglutida, tirzepatida e liraglutida; estima-se que o custo global da obesidade chegue a US$ 3 trilhões até 2030.
  • Mesmo com aumento da produção, a OMS aponta que menos de 10% das pessoas que poderiam se beneficiar devem ter acesso até 2030, com ações a partir de 2026 para priorizar quem tem maior risco.

A Organização Mundial da Saúde divulgou nesta segunda-feira a primeira diretriz sobre o uso de terapias com GLP-1 no tratamento da obesidade. A recomendação é condicional para uso em adultos não gestantes, como parte de um tratamento de longo prazo.

A orientação sugere associar o uso das “canetas emagrecedoras” a dieta saudável e prática de atividade física. A OMS planeja ampliar o acesso a esses medicamentos até 2026, diante do aumento global da obesidade, que afeta mais de 1 bilhão de pessoas.

A diretriz identifica três agentes: semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ativos de medicamentos como Ozempic e Mounjaro. O uso é indicado para adultos com índice de massa corporal igual ou superior a 30.

O documento também destaca o custo econômico da obesidade, estimado em US$ 3 trilhões ao ano até 2030. Mesmo com maior produção, o acesso permanece limitado em muitos países.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que a obesidade é doença crônica que pode exigir cuidados ao longo da vida. A agência informou que continuará acompanhando planos nacionais para ampliar o acesso até 2026.

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