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Médicos de família no Reino Unido: 30% usam IA em consultas

Quase 28% dos médicos de família já usa IA em consultas; riscos incluem erro, responsabilidade e privacidade, com tempo ganho voltado ao autocuidado e comissão sobre uso seguro anunciada

The report also highlights growing concern among GPs that using the tech could lead to clinical errors and being sued. Photograph: Andrew Brookes/Getty Images/Image Source
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  • 598 de 2.108 médicos de família (28%) já usam IA em consultas, com maior uso entre médicos homens e em áreas mais ricas.
  • A IA é utilizada para resumir atendimentos, auxiliar no diagnóstico e realizar tarefas administrativas.
  • O tempo ganho com a IA, na prática, é usado para autocuidado e descanso, não para atender mais pacientes.
  • Existem preocupações sobre responsabilidade profissional, erros clínicos e privacidade de dados, além de atraso regulatório.
  • O governo criou uma comissão para orientar o uso seguro da IA e emitir recomendações futuras.

O uso de IA por médicos de família no Reino Unido avança rapidamente, ainda sem regulamentação clara. Um estudo da Nuffield Trust, com 2.108 médicos de família, aponta que 598 profissionais já utilizam ferramentas de IA como ChatGPT em consultas. O percentual chega a 28% e é maior entre médicos homens e em áreas mais ricas.

A pesquisa mostra que a IA auxilia na criação de resumos de consultas, no apoio a diagnósticos e em tarefas administrativas. O tempo ganho com a automação é, em grande parte, investido em autocuidado e descanso, não em atender mais pacientes. Publicação feita enquanto comissões governamentais avançam em diretrizes de uso seguro.

Adoção e riscos

Dados indicam divergências regionais: algumas juntas regionais de saúde apoiam o uso, outras proíbem. Medidas de proteção ainda são insuficientes, o que preocupa os médicos quanto a responsabilidade profissional, privacidade de dados e erros clínicos potenciais.

O estudo ressalta que a falta de treinamento e supervisão agrava as inseguranças. Pesquisas independentes, como a publicada na Digital Health, corroboram o crescimento de adoção, destacando a necessidade de regulamentação nacional. Enquanto isso, pacientes recorrem à IA para informações de saúde quando não conseguem atendimento presencial. Uma comissão governamental, criada em setembro, deve apresentar recomendações sobre uso seguro e regulamentação.

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