- Brasil atingiu a eliminação da transmissão vertical do HIV, com taxa abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos; Maria Clara, de 21 anos, está grávida de 26 semanas e mantém carga viral indetectável.
- Ministério da Saúde informou a menor mortalidade por AIDS em 32 anos, queda de 13% entre 2023 e 2024, poupando mais de mil vidas.
- Houve queda de 7,9% em gestantes com HIV e 4,2% em crianças expostas; início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%.
- Mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus.
- O país utiliza o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir por cerca de 225 mil pessoas e lançou ações como a campanha Dezembro Vermelho e a exposição “40 anos da história da resposta brasileira à aids”; visitação até 30 de janeiro de 2026.
O Ministério da Saúde divulgou dados que apontam a menor mortalidade por AIDS no Brasil em 32 anos, com queda de 13% entre 2023 e 2024. O anúncio também revela redução de 7,9% em gestantes com HIV e de 4,2% em crianças expostas ao vírus. Além disso, houve queda de 54% no início tardio da profilaxia neonatal e ampliação de ações de prevenção.
O caso de Maria Clara Tavares, nascida com HIV, ilustra o sucesso das estratégias de controle. Ela está grávida de 26 semanas, faz uso de antirretrovirais pelo SUS desde os quatro meses de idade e mantém carga viral indetectável. Ela iniciou o pré-natal logo ao descobrir a gestação.
Entre os números, o SUS atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes com HIV, condição que facilita a eliminação da transmissão vertical. Dados recentes se alinham aos critérios da OMS e aos objetivos 95-95-95.
O Ministério da Saúde lançou a exposição 40 anos da resposta brasileira à AIDS e a campanha Nascer sem HIV, Viver sem AIDS, em Brasília. A mostra, instalada no SESI Lab, reúne relatos e documentos sobre políticas públicas, ciência e mobilização social. A visitação vai até 30 de janeiro de 2026, marcando o início do Dezembro Vermelho 2025.
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
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