- O relatório anual de 2025, do médico-chefe da Inglaterra, afirma que prevenir e tratar infecções em idosos ainda é “hit and miss” e requer mais pesquisa nessa faixa etária.
- O documento enfatiza vacinação de idosos, incluindo a vacina contra o vírus respiratório sincicial (VSR) e o reforço da Covid, higiene e uso adequado de antibióticos.
- Dados de 2023 mostram que a maioria das mortes por doenças infecciosas ocorreu entre idosos, principalmente por infecções respiratórias e Covid.
- Há alertas sobre o impacto das infecções na qualidade de vida dos idosos, além de maior risco de AVC, ataque cardíaco e possível relação com demência; há também risco de delirium.
- O relatório destaca a necessidade de manter práticas de prevenção e prescrição responsável de antibióticos, e menciona questões como HPV, queda na adesão de vacinas em gestantes e crianças, além de vigilância de infecções importadas e preparação para pandemias.
O relatório anual de 2025, apresentado pelo chefe médico da Inglaterra, aponta que as práticas atuais de prevenção e manejo de infecções em pessoas idosas são inconsistentes, apenas parcialmente eficazes. A mensagem destaca avanços históricos na redução de doenças infecciosas, mas ressalta lacunas específicas no cuidado a idosos. O documento enfatiza que mais pesquisas são necessárias para esse grupo demográfico em crescimento.
O texto relata que, em 2023, a maior parte das mortes por doenças infecciosas ocorreu entre idosos, com infecções respiratórias e Covid entre as principais causas. A atuação de autoridades de saúde tem priorizado vacinas para pares etários distintos, com foco em incentivar a adesão a novas vacinas, como a contra RSV, além de reforçar a imunização contra Covid.
O relatório aponta ainda impactos das infecções na qualidade de vida dos idosos, como debilitação, isolamento social e maior risco de complicações. Também são apontadas associações entre infecções e eventos como derrames, ataques cardíacos e agravamento de demência, sem estabelecer relação causal definitiva.
Vacinas e prevenção
A defesa de ampliar a vacinação de idosos inclui ampliar a adesão a boosters e novas vacinas, mantendo uma vigilância mais flexível sobre prescrições de antibióticos para evitar resistência.
Higiene e comportamento
Medidas de higiene, preparo de alimentos e evitar visitas após infecção são citadas como ações úteis para reduzir o risco em casa, complementando a atuação médica.
Perspectivas e contexto
O relatório ressalta a necessidade de manter capacidades de vigilância e resposta a infecções em nível nacional, inclusive para doenças emergentes e importadas, como malária. O objetivo é reduzir impactos na saúde e no funcionamento de serviços sociais.
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