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Prevenção de infecções em idosos é irregular, afirma médico-chefe da Inglaterra

Relatório de 2025 aponta prevenção em idosos como hit and miss, com impactos na qualidade de vida e maior risco de AVC, infecções e demência

Chris Whitty said handwashing and careful preparation of food were among the actions people could take to protect themselves from infections. Photograph: Aaron Chown/PA
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  • O relatório anual de 2025, do médico-chefe da Inglaterra, afirma que prevenir e tratar infecções em idosos ainda é “hit and miss” e requer mais pesquisa nessa faixa etária.
  • O documento enfatiza vacinação de idosos, incluindo a vacina contra o vírus respiratório sincicial (VSR) e o reforço da Covid, higiene e uso adequado de antibióticos.
  • Dados de 2023 mostram que a maioria das mortes por doenças infecciosas ocorreu entre idosos, principalmente por infecções respiratórias e Covid.
  • Há alertas sobre o impacto das infecções na qualidade de vida dos idosos, além de maior risco de AVC, ataque cardíaco e possível relação com demência; há também risco de delirium.
  • O relatório destaca a necessidade de manter práticas de prevenção e prescrição responsável de antibióticos, e menciona questões como HPV, queda na adesão de vacinas em gestantes e crianças, além de vigilância de infecções importadas e preparação para pandemias.

O relatório anual de 2025, apresentado pelo chefe médico da Inglaterra, aponta que as práticas atuais de prevenção e manejo de infecções em pessoas idosas são inconsistentes, apenas parcialmente eficazes. A mensagem destaca avanços históricos na redução de doenças infecciosas, mas ressalta lacunas específicas no cuidado a idosos. O documento enfatiza que mais pesquisas são necessárias para esse grupo demográfico em crescimento.

O texto relata que, em 2023, a maior parte das mortes por doenças infecciosas ocorreu entre idosos, com infecções respiratórias e Covid entre as principais causas. A atuação de autoridades de saúde tem priorizado vacinas para pares etários distintos, com foco em incentivar a adesão a novas vacinas, como a contra RSV, além de reforçar a imunização contra Covid.

O relatório aponta ainda impactos das infecções na qualidade de vida dos idosos, como debilitação, isolamento social e maior risco de complicações. Também são apontadas associações entre infecções e eventos como derrames, ataques cardíacos e agravamento de demência, sem estabelecer relação causal definitiva.

Vacinas e prevenção

A defesa de ampliar a vacinação de idosos inclui ampliar a adesão a boosters e novas vacinas, mantendo uma vigilância mais flexível sobre prescrições de antibióticos para evitar resistência.

Higiene e comportamento

Medidas de higiene, preparo de alimentos e evitar visitas após infecção são citadas como ações úteis para reduzir o risco em casa, complementando a atuação médica.

Perspectivas e contexto

O relatório ressalta a necessidade de manter capacidades de vigilância e resposta a infecções em nível nacional, inclusive para doenças emergentes e importadas, como malária. O objetivo é reduzir impactos na saúde e no funcionamento de serviços sociais.

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