- Nova tendência nas redes sociais, principalmente no TikTok, mostra homens raspando os cílios, que já chegou ao Brasil.
- Oftalmologistas alertam para riscos como lesão da córnea, blefarite e ressecamento, além do crescimento irregular dos cílios.
- Riscos incluem cortes, irritação, infecção e maior exposição a poeira e micro-organismos por estarem menos protegidos.
- O crescimento dos cílios costuma levar de quatro a dez semanas para retornar; danos à raiz ou à borda palpebral podem gerar falhas permanentes.
- Profissionais ressaltam a responsabilidade de influenciadores ao divulgar práticas sem base científica e orientam buscar avaliação médica em caso de irritação.
Uma tendência que começou nas redes sociais, especialmente no TikTok, mostra homens raspando os cílios como símbolo de masculinidade. A prática ganhou visibilidade nos Estados Unidos e no Reino Unido e já chegou ao Brasil, segundo especialistas em saúde ocular.
O interesse ganhou força entre jovens, com milhões de visualizações associadas. O ato envolve o uso de lâminas ou cortantes muito próximos aos olhos, o que aumenta o risco de lesões. Profissionais alertam para danos potenciais à córnea e à borda palpebral.
Oftalmologistas destacam que os cílios cumprem funções de proteção, filtragem de ar e redução da evaporação da lágrima. Removê-los pode comprometer esses mecanismos, elevando a chance de irritação, blefarite e infecções. O trauma pode também afetar a raiz dos fios, gerando falhas permanentes.
Riscos à saúde ocular
A raspagem pode provocar ferimentos graves, com dor, vermelhidão e secreção. Partículas dos próprios cílios podem irritar a superfície ocular. A falta prolongada de cílios aumenta a exposição a poeira e micro-organismos, intensificando desconforto e ressecamento.
Quando buscar orientação médica
Caso haja irritação persistente, ardor ou dor, recomenda-se avaliação oftalmológica. Colírios lubrificantes podem aliviar o desconforto, mas apenas o especialista pode identificar inflamação ou infecção mais grave.
Papel das redes sociais
Especialistas ressaltam a responsabilidade de influenciadores com grande alcance. Práticas sem embasamento científico podem induzir jovens a repetir comportamentos prejudiciais, especialmente por curiosidade estética.
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