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Agência californiana pode afrouxar restrições a venenos tóxicos para ratos

Governo da Califórnia avança para afrouxar restrições a venenos anticoagulantes, liberando uso em mais de cem mil locais, apesar de envenenamento da vida selvagem

Mountain lion P-22, who died after being struck by a vehicle, suffered from mange linked to rat poisons.
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  • O governo da Califórnia planeja afrouxar restrições aos rat poisons anticoagulantes, permitindo o uso do veneno mais tóxico em mais de cento mil locais, como supermercados, rodovias, parques e áreas de vida selvagem.
  • A medida aparece apesar de um relatório recente do Fish and Wildlife Service indicar envenenamento generalizado de fauna, incluindo predadores e espécies ameaçadas.
  • A Lei Poison Free Wildlife Act, aprovada em 2024, impôs limites ao uso dos anticoagulantes, exigindo dados de que danos a espécies tivessem recuado para justificar flexibilizações.
  • O relatório aponta níveis elevados de anticoagulantes em várias espécies, com cerca de 83% das águias-peladeiras testadas apresentando traços; também há preocupação com condores ameaçados.
  • Críticos afirmam que há influência da indústria na revisão das regras, e autoridades ainda não se manifestaram sobre o possível retrocesso; o governo aguarda posição do governador.

A administração do governador Gavin Newsom planeja afrouar parte das restrições impostas pela Poison Free Wildlife Act de 2024. A proposta autoriza o uso de rat poisons ainda mais tóxicos em mais de 100 mil locais, mesmo diante de relatos de impactos na fauna. O objetivo alegado é reduzir danos a pragas, sem detalhar medidas de proteção.

Dados do serviço de vida selvagem da Califórnia indicam envenenamento generalizado de diversas espécies, incluindo predadores e aves de grande porte. Baleias? Desculpe, espécies terrestres e aéreas têm sido afetadas, com níveis elevados de anticoagulantes detectados em várias amostras.

A proposta surge em meio a críticas de especialistas e organizações ambientais. Eles afirmam que há evidências de dano contínuo à fauna, mesmo após a lei de 2024. A discussão envolve interesses da indústria de pesticidas e a proteção de ecossistemas.

Dados e posicionamentos

Relatos do serviço de vida silvestre apontam alta prevalência de venenos em predadores como pumas, aves de rapina e ursos. Cerca de 83% de águias-anãs testadas apresentaram traços dos anticoagulantes, e condores idosos mostraram níveis relevantes. Esses dados alimentam o debate.

Especialistas destacam que os anticoagulantes causam morte lenta e prolongada, além de enfraquecer animais feridos. Também ressaltam que há opções menos nocivas e eficácia questionável dos anticoagulantes frente a alternativas.

Advogados ambientais ressaltam que há pouca evidência de que os anticoagulantes são mais eficazes que outras substâncias. Argumentam que, mesmo quando não matam, prejudicam a sobrevivência de predadores, ampliando os impactos na cadeia alimentar.

Reação e próximos passos

Organizações de defesa ambiental afirmam que é inadequado recuar em proteções para a fauna. Representantes apontam que a agência reguladora depende de dados atuais para sustentar mudanças. A oitiva pública ainda não teve posição definida pela administração estadual.

Legisladores que participaram da lei de 2024 enviaram carta à agência de pesticidas pedindo a retirada da proposta de mudança. A resposta do governador Newsom ainda não foi comunicada, mantendo o estágio de avaliação até novo anúncio oficial.

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