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As superbaterias ganham espaço no armazenamento de energia

Leilão de capacidade em abril de 2026 oficializa as superbaterias como parte estrutural da rede, com implantação em 18–24 meses para reduzir curtailment e estabilizar o sistema

Antes tarde. O Brasil chega atrasado, mas terá acesso a tecnologias mais maduras, diz Brandt, do Grupo Energia – Imagem: Redes Sociais/Atlas RE e Redes Sociais/Grupo Energia
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  • Brasil prepara leilão de capacidade para abril de 2026, com as superbaterias como parte estruturante da rede para reduzir curtailment e a dependência de termelétricas.
  • A implantação está prevista entre dezoito e 24 meses, com desenho regulatório e critérios de desempenho definidos.
  • As baterias devem atuar como amortecedores em barramentos estratégicos, suavizando variações de fluxo, congestões e resposta instantânea da rede no Sistema Interligado Nacional (SIN).
  • Aspectos jurídicos, tributários e de importação influenciam a viabilidade dos projetos, com incentivos e custos impactando o capital necessário (capex).
  • Demanda privada e setores industriais estudam soluções de armazenamento para reduzir picos de consumo, com expectativa de contratação entre dois e oito gigawatts-hora.

O Brasil prepara um leilão de capacidade em abril de 2026 para incorporar o armazenamento ao sistema elétrico. As superbaterias serão tratadas como componentes estruturais da rede, com desenho regulatório e critérios de desempenho já definidos. A implantação deverá ocorrer em 18 a 24 meses.

O objetivo é reduzir variações de fluxo, estabilizar o sistema e diminuir cortes de energia. A medida envolve deslocar energia entre períodos de sobra e de demanda, evitando desperdícios da geração de solar and wind concentrada em horários de baixa demanda.

O movimento confirma a transição de planejamento para aplicação prática da armazenagem em larga escala. Analistas afirmam que a disponibilidade de energia não é o problema, e sim a flexibilidade de uso da energia existente.

Desafios e implicações regulatórias

Especialistas jurídicos apontam que o leilão servirá como teste institucional, já que parâmetros de disponibilidade, degradação e desempenho precisam refletir a operação real da rede. Isenções tributárias costumam reduzir o Capex.

Economistas do setor destacam que a estrutura de custos influencia a viabilidade, com incentivos como IPI, PIS/Cofins e alíquota zero no Imposto de Importação pesando sobre o investimento. A implantação depende também da importação de equipamentos.

Analistas apontam prazo de 18 a 24 meses para a entrega de grandes parques de baterias, com risco maior na cadeia de suprimentos, na conexão à rede e na disponibilidade de transformadores. A competição por componentes globalmente agrava o cenário.

Panorama técnico e estratégico

A localização dos sistemas será estratégica, posicionada em barramentos críticos para melhorar a resposta rápida da rede. Documentos da EPE e diretrizes do ONS indicam que o valor das baterias está em amortecer variações de fluxo e combater congestionamentos.

Especialistas lembram que as baterias atuam como amortecedores, reduzindo o acionamento de termelétricas em oscilações bruscas. Na prática, isso favorece a estabilidade e a previsibilidade da entrega de energia.

Perspectivas de mercado

Mercados privados já planejam projetos para uso por empresas consumidoras de alto consumo, como indústrias eletrointensivas e operadores logísticos. Geração renovável vê o armazenamento como caminho para reduzir curtailment e aumentar a previsibilidade.

O leilão de 2026 deverá estabelecer entre 2 e 8 gigawatts-hora em projetos de diferentes portes, dependendo do desenho regulatório e da remuneração dos serviços. A expectativa é de iniciar uma nova fase para o SIN.

Fora do Brasil, a tendência mundial aponta China e EUA como líderes em armazenamento, com fornecedores chineses dominando a cadeia. O Brasil, porém, busca amadurecer o arcabouço regulatório para remunerar serviços de frequência, potência rápida e controle de tensão.

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