- Na Serra do Divisor, na fronteira do Acre com o Peru, pesquisadores fotografaram pela primeira vez a ave descrita em 2024 como Tinamus resonans, popularmente chamada de sururina-da-serra.
- A descrição da espécie foi publicada na revista Zootaxa, na terça-feira anterior (2).
- Estima-se uma população de cerca de 2.106 indivíduos, tornando a espécie vulnerável a ameaças ambientais.
- Principais riscos: mudanças climáticas, afrouxamento de proteções ambientais e a infraestrutura entre Brasil e Peru.
- Observações: a espécie é extremamente dócil e vive isolada no topo da serra, o que dificulta sua dispersão e aumenta a susceptibilidade a distúrbios ambientais.
Na Serra do Divisor, no Acre, na fronteira com o Peru, pesquisadores registraram a primeira fotografia de uma nova ave de inhambu. A espécie foi descrita em 2024 e ganhou o nome Tinamus resonans, popularmente sururina-da-serra. O registro fotográfico ocorreu no final de 2024, após anos de busca.
Os cientistas envolvidos foram Fernando Igor de Godoy, Ricardo Plácido e Luís Morais. O grupo utilizou gravações sonoras para localizar o animal, que vive em regiões elevadas da serra. A descrição formal da espécie foi publicada na revista Zootaxa, na terça-feira anterior à publicação.
Descrição da espécie
A sururina-da-serra é um inhambu de porte pequeno, com tons marrom e canela. A ave é descrita como extremamente dócil, o que facilitou o registro fotográfico, mas aumenta a preocupação com sua vulnerabilidade. A espécie fica em áreas altas, em uma espécie de “ilha no céu” da Serra do Divisor.
Preocupações de conservação
Estima-se que a população total não ultrapasse 2.106 indivíduos. Entre os riscos estão mudanças climáticas, afrouxamento de proteções ambientais na área de Parque Nacional e impactos de infraestrutura entre Brasil e Peru, como rodovias e ferrovias. Estudos genéticos e taxonômicos adicionais são necessários para confirmar aspectos da evolução da espécie.
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