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Cérebros sincronizam durante colaboração, aponta estudo

Sincronização neural surge em pares que colaboram para classificar imagens, fortalecendo-se com o tempo e sendo mais intensa que em pseudopares

Mint Images RF/Getty Images
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  • Um estudo com 48 voluntários em 24 pares investigou a synchronização neural durante colaboração para classificar imagens, medindo atividade com EEG.
  • Após cerca de 200 milissegundos, a atividade cerebral permaneceu parecida dentro do mesmo par, mas diferente entre pares, sugerindo sincronização induzida pela cooperação.
  • A similaridade aumentou conforme o experimento avançou, indicando que regras combinadas fortalecem a sincronização entre colaborador e colaborador.
  • A comparação com pseudopares mostrou que a sincronização não ocorre da mesma forma quando as pessoas não trabalham juntas diretamente.
  • A pesquisa, conduzida pela Western Sydney University e publicada em PLOS Biology, aponta potencial para entender melhor colaboração, comunicação e tomada de decisões em grupo.

Dois estudos apontam que a cooperação entre pessoas pode deixar a atividade neural mais sincronizada. O trabalho, publicado no PLOS Biology, investigou como cérebros acompanham a tomada de decisões em grupo.

A pesquisa, conduzida pela Western Sydney University, na Austrália, reuniu 48 voluntários em 24 pares. Cada participante ficou diante de um computador com padrões em preto e branco para classificar imagens em quatro grupos, com base em características como contraste e forma.

Antes da tarefa, os pares puderam dialogar para combinar a estratégia, mas não podiam se comunicar durante a visualização das imagens. Enquanto isso, EEG mediu a atividade cerebral de cada indivíduo em tempo real.

Metodologia

Os cientistas observaram atividade cerebral nos primeiros 45 a 180 milissegundos após a apresentação das imagens, momento em que houve resposta similar entre todos. O ponto de maior interesse foi depois dos 200 ms, quando a sincronização entre os pares permaneceu alta e diferente entre pares distintos.

Os resultados mostraram que a sincronização neural foi mais forte entre pares que trabalharam de forma colaborativa do que entre pseudopares, formados por indivíduos que seguiram as mesmas regras, mas não participavam do mesmo grupo. A tendência aumentou ao longo do experimento.

Resultados e implicações

Segundo os autores, a sincronização reforçada com a cooperação sugere que acordos prévios influenciam a coordenação neural durante tarefas compartilhadas. A metodologia do estudo pode ajudar a entender melhor colaboração, comunicação e tomada de decisões em equipes.

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