- Autoridades da Catalunha anunciaram que serão cinco os laboratórios investigados como possível origem da peste suína africana e abriram auditoria em instalações da zona de risco de 20 quilômetros.
- 80.000 porcos em 55 granjas da área permanecem saudáveis e podem ser disponibilizados para consumo humano seguindo os protocolos, com venda progressiva no mercado espanhol.
- O foco atual envolve 13 javalis mortos nas proximidades de Barcelona, resultado que marca o primeiro registro da doença na Espanha desde 1994.
- O genoma identificado não corresponde aos circulantes em outros países europeus, sendo a cepa Georgia 2007, frequentemente usada em infecções laboratoriais.
- O Ministério da Agricultura avalia a hipótese de fuga de um centro de pesquisa após o sequenciamento feito pelo laboratório de referência da União Europeia.
As autoridades catalãs anunciaram neste sábado que serão cinco laboratórios alvo de investigação como possível origem do foco de peste suína africana na Espanha. Foi determinada uma auditoria de todas as instalações na zona de risco de 20 quilômetros, onde trabalham com o vírus.
A região de Catalunha permanece como a única afetada no país, apesar de a peste suína não apresentar risco para humanos. Segundo Salvador Illa, presidente regional, são no máximo cinco os centros a serem inspecionados, com o objetivo de esclarecer a origem do surto.
Situação atual em fazendas
80.000 porcos distribuidos em 55 granjas da área de risco seguem saudáveis e prontos para consumo, desde que cumpram os protocolos sanitários. A decisão foi adiantada por Illa como medida de contenção e retomada gradual do comércio.
Progresso de campo e evidências
Até o momento, o vírus foi detectado em 13 javalis próximos a Barcelona. O foco é o primeiro na Espanha desde 1994. O Ministério da Agricultura abriu a análise de possível fuga de um centro de pesquisa após o sequenciamento do genoma.
Genoma e hipótese de origem
O sequenciamento, feito pelo laboratório de referência da União Europeia, mostrou que o genoma não corresponde ao de cepas em circulação em outros países europeus. A amostra pertence à cepa Georgia 2007, comum em estudos laboratoriais. A hipótese de liberação acidental permanece em investigação.
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