- Surto de febre aftosa africana é confirmado em treze javalis mortos perto de barcelona desde 28 de novembro, na Catalunha.
- O vírus encontrado é semelhante ao Georgia 2007, o que levou o governo a abrir linha de investigação sobre possível vazamento de uma instalação de pesquisa.
- Autoridades estão auditando cinco laboratórios que trabalham com o vírus no raio de até vinte quilômetros do foco, sem confirmação de origem animal ou de produtos.
- Até o momento, 37 carcaças de javalis na região já foram analisadas e obtiveram resultado negativo; os treze casos são todos em javalis, dentro de seis quilômetros do foco inicial.
- Espanha, maior exportador de carne suína da União Europeia, atua para conter o surto e proteger a exportação anual de €8,8 bilhões.
O Ministério da Agricultura da Espanha investiga a origem do surto de febre aftosa suína africana em Catalunha, com 13 casos confirmados em javalis perto de Barcelona desde 28 de novembro. A rotas de contágio ainda não está definida, e as autoridades trabalham para evitar impacto nas exportações de carne suína, que movem bilhões de euros.
A linha de investigação aponta para a possibilidade de vazamento de uma instalação de pesquisa. O governo regional auditou cinco laboratórios capazes de manusear o vírus da aftosa, localizados até 20 km do foco. A hipótese de origem animal ou de produtos importados continua em aberto.
O material de referência aponta que a cepa encontrada nos javalis não é a mesma mal difundida em outros países da UE, mas é semelhante à Georgia 2007, com uso frequente em pesquisas laboratoriais. A ministra adjunta afirmou que a presença de uma cepa de referência não exclui uma origem em instalações de contenção.
Auditoria e medidas em curso
Salvador Illa, presidente regional de Catalunha, ordenou à Catalan Institute for Agrifood Research que realize a auditoria nos cinco locais próximos. A autoridade regional ressalta que nenhuma conclusão foi tomada sobre a origem até o momento, e todas as hipóteses permanecem abertas.
A agricultura confirmou 13 casos apenas em javalis mortos na região, com 37 carcaças analizadas até agora com resultado negativo. Exames em 39 granjas dentro de 20 km não indicaram contágio entre os animais. Mais de 100 profissionais da unidade de emergências militares auxiliam as ações no terreno.
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