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Energia limpa ainda não supera a fóssil, aponta análise

Solar e eólica superaram o carvão na eletricidade, mas esse dado representa apenas 20% do consumo global de energia; 80% ainda dependem de combustíveis fósseis

(American Public Power Association/Unsplash)
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  • Solar e vento geraram 5.072 TWh no mundo no primeiro semestre, ultrapassando 4.896 TWh provenientes da queima de carvão.
  • Esses números referem-se apenas à eletricidade, que representa cerca de 20% do consumo energético global.
  • Os 80% restantes do consumo incluem aviação, siderurgia e produção de concreto, que continuam dependentes de combustíveis fósseis.
  • A informação vem de relatório da Ember, com menção à Agência Internacional de Energia (IEA).
  • Embora a eletricidade limpa tenha superado o carvão, o cenário energético global permanece fortemente baseado em fósseis.

O que aconteceu: a eletricidade gerada por fontes solares e eólicas superou a produzida a partir de carvão pela primeira vez, situando-se como a maior fonte de eletricidade no mundo no primeiro semestre. Segundo a Ember, houve 5.072 TWh de energia limpa contra 4.896 TWh de carvão.

Quem está envolvido: as informações são baseadas em relatório da Ember, citando dados de geração global de eletricidade. A análise também envolve a leitura da IEA sobre a composição da demanda energética mundial.

Quando e onde ocorreu: no primeiro semestre deste ano, em uma escala global. O resultado aponta para uma mudança na matriz elétrica, impulsionada pela geração de solar e eólica.

Por que aconteceu: o crescimento da demanda por eletricidade e a competitividade das fontes renováveis ampliaram a participação de solar e eólica na produção elétrica. O destaque, porém, é que o fato diz respeito apenas à eletricidade, não ao consumo energético total.

Desdobramentos

Ainda corresponde a apenas cerca de 20% do consumo energético global. Os 80% restantes envolvem setores como aviação, siderurgia e produção de concreto, que continuam dependentes de combustíveis fósseis.

Fontes e contexto: relatório da Ember indica a liderança das renováveis na eletricidade mundial, enquanto a IEA oferece leitura complementar sobre a composição energética. O conjunto aponta para ganhos de eficiência, mas mantém o desafio da descarbonização completa.

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