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Exposição anatômica inclui desenho raro de corpo negro do período vitoriano

Nova exposição em Leeds destaca Maclise, centralidade de corpos negros e a erotização do desenho anatômico, reavivando debates sobre raça e gaze masculina

Detail from the image of a black man. It was removed from the US publication of Surgical Anatomy, with racial prejudice and segregationist attitudes blamed for the decision. Illustration: Mark Newton Photography
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  • Nova exposição Beneath the Sheets: Anatomy, Art and Power, no Thackray Museum of Medicine, em Leeds, foca o legado de Joseph Maclise e a centralidade de corpos negros na sua obra.
  • O curador Jack Gann diz que Maclise ousou ao enfatizar detalhes sensuais e traços corporais além do necessário para a anatomia, incluindo retratos de genitais.
  • A mostra discute raça, desejo e o papel histórico da gaze masculina, com destaque para Mary Paterson e outras referências históricas da anatomia.
  • O atlas Surgical Anatomy (1851) popularizou a anatomia entre o público; nos Estados Unidos, uma imagem foi omitida por preconceito racial que antecedeu a Guerra Civil.
  • Maclise recorria a modelos vivos de Londres e Paris, combinando-os com dissecações de cadáveres, produzindo desenhos detalhados e que ressaltam pequenas peculiaridades do corpo.

A nova exposição Beneath the Sheets: Anatomy, Art and Power chega ao Thackray Museum of Medicine, em Leeds, e parte do foco é o legado de Joseph Maclise. A mostra enfatiza a centralidade de corpos negros e a possível erotização nas obras, destacando o papel histórico da gaze masculina.

Contexto histórico e método de trabalho

Maclise, cirurgião e artista, popularizou a anatomia com atlas como Surgical Anatomy (1851). Ele usava modelos vivos de Londres e Paris, combinando figuras com dissecações de cadáveres, para criar desenhos detalhados.

O que a exposição evidencia

A curadoria ressalta que as imagens de Maclise iam além da anatomia, com atenção a traços sensuais e detalhes corporais. A mostra também aborda questões de raça, desejo e o histórico olhar masculino sobre o corpo.

Personagens e referências históricas

Entre as referências está Mary Paterson, cujo corpo foi usado para estudo médico após ser vítima de Burke e Hare. A narrativa da exposição levanta questões sobre classe, violência e gaze masculina.

Legados artísticos e técnicos

A exposição revisita obras de Vesalius e Estienne, além de textos como De Humani Corporis Fabrica (Vesalius, 1543). O conjunto contextualiza a circulação de imagens anatômicas na era vitoriana.

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