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Homem morre após salvar gatinho de gambá e transmite raiva a receptor de rim

Caso raríssimo nos EUA: rabia transmitida por transplante renal de doador exposto a gambá e guaxinim; quarto evento desde 1978; PEP aplicado aos receptores

A skunk. Photograph: Philippe Clément/Arterra/Universal Images Group via Getty Images
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  • Transmissão de raiva por transplante é extremamente rara nos EUA; este é o quarto caso registrado desde 1978.
  • O receptor, de Michigan, morreu cinco semanas após receber um rim de um doador de Idaho que havia sido arranhado por gambá ao defender um gatinho, em Ohio, em dezembro de 2024.
  • O paciente apresentou tremores, fraqueza nas pernas, confusão e incontinência urinária, foi hospitalizado e morreu; exames post mortem confirmaram raiva.
  • A análise sugeriu uma cadeia de transmissão: morcego infectou gambá, gambá transmitiu ao doador, rim acabou infectando o receptor; a cepa é compatível com raiva de morcego de cauda prateada.
  • O caso é o quarto registro de transmissão por transplante nos Estados Unidos desde 1978; três pacientes que receberam córneas do mesmo doador receberam profilaxia pós-exposição e permaneceram sem sintomas.

Um paciente de Michigan morreu de raiva após receber um transplante de rim de um doador que faleceu pela doença. O transplante ocorreu em um hospital de Ohio em dezembro de 2024. Cerca de cinco semanas depois, o paciente desenvolveu tremores, fraqueza e confusão e não resistiu.

A investigação do CDC mostrou que o doador, de Idaho, informou ter sido arranhado por um gambá durante um incidente envolvendo um gatinho. O arranhão foi registrado no Donor Risk Assessment Interview.

Exames post-morte detectaram a raiva no rim do doador, sugerindo uma cadeia de transmissão: morcego infectou gambá, gambá infectou o doador, rim infectou o receptor. O diagnóstico foi confirmado após a suspeita inicial.

Este é o quarto caso conhecido de transmissão de raiva por transplante nos Estados Unidos desde 1978. O CDC ressaltou que o risco de infecção associada a transplante é extremamente baixo em geral.

Após identificar a possível transmissão, autoridades removeram doações de córneas do mesmo doador e aplicaram Profilaxia Pós-Exposição (PEP) nos três receptores das córneas. Todos permaneceram assintomáticos.

Especialistas destacam que a raiva não é rotina em testes de doadores, devido à raridade no país e à complexidade diagnóstica. A família do doador informou sobre exposição animal durante o processo de avaliação.

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