- descoberta em pompeia mostra pilhas de material pré-misturado a seco e restos de cal viva, comprovando o hot-mixing na roma antiga.
- análises isotópicas permitem distinguir a cal quente da cal apagada, ajudando a entender o tempo de cura e a auto-reparação do concreto.
- estudo confirma que romanos misturavam cal calcina (cal virgem) seco com cinza vulcânica antes de adicionar água.
- partículas de cinza vulcânica reagem com o líquido nos poros ao longo do tempo, fortalecendo o concreto e sua durabilidade.
- o achado sugere divergência com a descrição de vitruvius, indicando que o hot-mixing pode ter ocorrido, o que leva a revisões históricas.
A descoberta recente em Pompeia lança nova luz sobre a produção do concreto romano. Pesquisadores de várias instituições juntaram evidências de materiais pré-misturados a seco e restos de cal viva, associando tudo ao hot-mixing, técnica que envolve aquecer a cal antes de adicionar água. O estudo aponta que esse processo contribui para a cura auto reparadora do concreto ao longo de milênios.
A pesquisa, publicada em Nature Communications, envolve Admir Masic do MIT e uma equipe com Ellie Vaserman, James Weaver e outros colaboradores italianos. O achado compara com o relato de Vitruvius, que descreve a adição de água à cal antes de misturar com areias vulcânicas.
Descoberta em Pompeia
Os arqueólogos encontraram um canteiro de construção com pilhas de materiais secos, paredes em construção e zonas de reparo. A presença de fragmentos de cal viva pré-misturados com outros ingredientes confirma o uso de hot-mixing na época, no anno 79 d.C.
Análise e evidências
Isótopos estáveis ajudaram a distinguir cal viva de cal apagada. A equipe também avaliou rochas vulcânicas, especialmente tufo, que reage com a solução porosa ao longo do tempo, fortalecendo o conjunto e a resistência do concreto.
Significado técnico
Os resultados sugerem que o calcário calcinado era moído, misturado a seco com traços de cinza vulcânica e, depois, receber água para formar a matriz de cimentação. O processo favorece cerramentos que fecham fissuras ao longo de décadas e séculos.
Implicações históricas e atuais
A pesquisa reforça a ideia de que o concreto romano era dinâmico e auto reparável. Os autores ressaltam que não se trata de copiar o material antigo, mas extrair lições para práticas modernas de construção mais duráveis.
Contexto e continuidade da pesquisa
Masic considera essencial traduzir parte do conhecimento romano para aplicações contemporâneas. O estudo também envolve colaboração com arqueólogos italianos que abriram o tempo como cápsula de construção antiga.
Credenciais e apoio
A investigação envolve o MIT e colaboradores italianos, com apoio parcial do MIT Research Support Committee e do MIT Concrete Sustainability Hub. O artigo detalha métodos de análise de materiais e de reconstrução do processo tecnológico romano.
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