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2025 será um dos dois ou três anos mais quentes já registrados, dizem cientistas

Este ano deverá ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado, após o recorde de 2024, com a COP30 sem acordo substancial sobre emissões

© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Este ano deverá ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado no mundo, atrás apenas do calor recorde de 2024, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia.
  • Os dados são os mais recentes do C3S após a cúpula climática COP30, em Belém, na qual não houve acordo substancial sobre novas medidas de emissões.
  • O tufão Kalmaegi deixou mais de 200 mortos nas Filipinas no mês passado.
  • Na Espanha, ocorreram incêndios florestais históricos nas últimas três décadas, em meio às condições climáticas extremas.
  • A ONU informou que a meta de 1,5 grau Celsius não é mais realista e pediu reduções rápidas nas emissões de CO2 para evitar ultrapassar o limite acordado.

O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, informou nesta terça-feira que o ano em curso deve ficar entre o segundo e o terceiro mais quente já registrado, ficando atrás apenas de 2024, após a COP30 realizada em Belém. Os dados são os mais recentes do C3S.

O documento ressalta que a COP30 terminou sem acordo substancial para reduzir emissões de gases de efeito estufa, ampliando a percepção de fragilidade política diante de metas climáticas. Paralelamente, eventos extremos ganharam destaque ao redor do mundo.

Impactos globais e eventos recentes

Segundo o C3S, os registros de temperatura desde 1940 indicam uma clara tendência de aquecimento, fortemente ligado às emissões de combustíveis fósseis. A Organização Meteorológica Mundial confirmou que os dez últimos anos foram os mais quentes desde o início dos registros.

Entre os acontecimentos recentes, o tufão Kalmaegi deixou mais de 200 mortos nas Filipinas, enquanto a Espanha enfrentou incêndios florestais recordes nas últimas três décadas. A ONU também informou que manter a meta de 1,5°C se torna cada vez mais improvável, pedindo cortes rápidos de emissões.

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