- Estudo da Fiocruz, divulgado em 10 de agosto, aponta taxa nacional de suicídio entre jovens de 31,2 por 100 mil habitantes, com 36,8 entre homens.
- Entre povos indígenas, o índice chega a 62,7, e homens de 20 a 24 anos alcançam 107,9 por 100 mil, o que eleva o risco indígena para quase o dobro do nacional e para cerca de 3,5 vezes entre homens.
- Internações por saúde mental são majoritárias entre homens jovens (61,3%), com taxa 57% superior à das mulheres, impulsionadas pelo abuso de drogas.
- Entre mulheres jovens, a depressão é a principal causa de internação; violência na adolescência e sobrecarga de cuidados aparecem como fatores agravantes.
- A pesquisa aponta que apenas 11,3% dos atendimentos em unidades básicas de saúde (UBS) são de saúde mental, revelando barreiras de acesso e preconceito.
O estudo da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (10), mostra que a juventude brasileira enfrenta risco elevado de suicídio, com variações significativas entre grupos. A taxa nacional é de 31,2 por 100 mil habitantes, acima da média para jovens. Entre os homens jovens, o índice é de 36,8.
O indicador é ainda mais grave entre povos indígenas, que apresentam 62,7 casos por 100 mil. Entre homens indígenas de 20 a 24 anos, o patamar salta para 107,9. A diferença entre o risco indígena e o nacional é de aproximadamente o dobro, com o risco entre homens indígenas aumentando ainda mais.
A pesquisa aponta causas associadas a fatores culturais, discriminação e vulnerabilidade socioeconômica. Acesso a serviços de saúde também é citado como entrave, apesar de maior acesso à informação. Luciane Ferrareto destaca preconceito social como entrave relevante.
Dados sobre internações e gênero
As internações por saúde mental são majoritárias entre homens jovens, correspondendo a 61,3% dos casos. A taxa de internação masculina é 57% maior que a feminina, impulsionada pelo uso de múltiplas drogas, cocaína e álcool. Entre mulheres jovens, a depressão é a principal causa de internação.
A violência na adolescência e a sobrecarga de cuidados aparecem como agravantes. O estudo ressalta que jovens enfrentam barreiras para buscar atendimento e qualificação de rede de apoio no sistema de saúde. Apenas 11,3% dos atendimentos em unidades básicas são de saúde mental.
A pesquisa também aponta que a violência física e sexual na adolescência influencia o adoecimento mental. Dificuldades econômicas e o peso de normas de masculinidade agravam a busca por ajuda. Dados corroboram que jovens são um grupo de alta vulnerabilidade e baixa procura por serviços. As informações são da Agência Brasil.
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