- Vanessa Nascimento, natural de Casca, RS, destacou-se ao propor a síntese de uma molécula que reúne itraconazol, naftoquinona e selênio para tratar esporotricose, doença que vem ganhando casos com gatos abandonados.
- Ela é uma das oito laureadas na edição de 2025 do prêmio Para Mulheres da Ciência, aberto pelo Grupo L’Oréal no Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a Unesco.
- A cerimônia também destacou outras pesquisadoras premiadas, com ênfase em áreas como Ciências Matemáticas (Renata Rojas Guerra), Ciências Físicas (Thaís Azevedo) e Ciências da Engenharia e Tecnologia (Paula Maçaira).
- O prêmio passou a ter uma regra de licença-maternidade, concedendo um ano adicional para candidaturas de mães.
- A trajetória de Vanessa é citada para ilustrar o desafio de conciliar carreira científica com a maternidade, tema reconhecido pela nova regra do prêmio.
Vanessa Nascimento, nascida em Casca, no Rio Grande do Sul, integra a lista de laureadas da edição 2025 do prêmio Para Mulheres da Ciência. Ela propõe a síntese de uma molécula que combina itraconazol, naftoquinona e selênio para tratar esporotricose, doença que tem crescido no Brasil, especialmente com gatos abandonados. O reconhecimento ocorre na cerimônia realizada no Rio de Janeiro.
A esporotricose é uma micose que tem ganhado espaço no cenário de saúde pública. O aumento de animais abandonados facilita a transmissão, já que a doença é zoonose. A proposta de Vanessa visa ampliar opções terapêuticas com potencial antifúngico e biocombinatório.
Na edição 2025, além de Vanessa, foram premiadas pesquisadoras em diversas áreas. Renata Rojas Guerra, UFSM, destacou-se em Ciências Matemáticas, com métodos estatísticos para dados que variam no tempo. Thaís Azevedo, USP, recebeu reconhecimento em Ciências Físicas por estudar assimetria e distribuição de colesterol em membranas celulares.
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Paula Maçaira, da PUC-Rio, lidera a nova categoria de Ciências da Engenharia e Tecnologia, com soluções para o descomissionamento de plataformas de petróleo, buscando reaproveitamento em projetos de energia renovável e biotecnologia. Jaqueline Sachett, da UEA, investiga efeitos de picadas de jararaca em povos tradicionais, combinando fotobiomodulação e mapeamento de incapacidades.
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Juliana Hipólito, do INMA, utiliza DNA ambiental para mapear redes de polinização na bacia do Rio Doce, avaliando áreas degradadas e restauradas. Luana Rossato, da UFGD, estuda como incêndios e uso de agrotóxicos afetam fungos ambientais capazes de infectar humanos. Sonaira Silva, UFAC, monitora queimadas na Amazônia com dados de sensoriamento remoto para entender impactos climáticos e na floresta.
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