- Campanha iniciou processo legal para suspender ensaio clínico de bloqueadores da puberdade, alegando possíveis danos à fertilidade e falta de salvaguardas.
- Ação é resposta ao Cass review, que apontou evidência fraca na medicina de identidade de gênero, e segue banimento do uso off-label pelo NHS após a revisão.
- Cartas foram enviadas aos reguladores médicos responsáveis pelo estudo, com cópia ao secretário de saúde e ao NHS England.
- Estudo Pathways, financiado pelo NHS England e realizado pelo King’s College London, deverá recrutar cerca de duzentos e vinte e seis jovens ao longo de três anos, com início previsto para janeiro.
- O desenho envolve dois grupos: um receberá bloqueadores da puberdade por dois anos, o outro com atraso de um ano; resultados são esperados em aproximadamente quatro anos.
Campanha inicia processo legal para suspender ensaio clínico de bloqueadores de puberdade, alegando risco de danos à fertilidade e falta de salvaguardas. A ação foi anunciada por um grupo de pais e outras figuras ligadas ao debate sobre identidade de gênero. O início do processo ocorre após a divulgação de detalhes do estudo Pathways, financiado pelo NHS England.
O caso está relacionado ao relatório Cass, que questionou a robustez das evidências sobre medicina de gênero. O NHS proibiu o uso off-label de bloqueadores de puberdade no ano passado. O estudo Pathways é conduzido por pesquisadores da King’s College London.
Quem está envolvido inclui o Bayswater Support Group, formado por pais de jovens trans ou não binários, o psicoterapeuta James Esses e Keira Bell, que já participou de ações judiciais anteriores. As cartas foram enviadas aos reguladores médicos, ao secretário de saúde Wes Streeting e ao NHS England.
O Pathways visa avaliar como melhorar o cuidado a jovens em dúvida de gênero. O recrutamento esperado é de cerca de 226 participantes, ao longo de três anos. A faixa etária envolve meninas biológicas de 10 a 11 anos e meninos de 11 a 12; o teto é 15 anos e 11 meses.
Os participantes serão distribuídos em dois grupos: um recebe bloqueadores por dois anos; o outro aguarda um ano para iniciar o tratamento. Os pesquisadores estimam publicar os resultados em aproximadamente quatro anos. Reguladores ouvidos pela reportagem não comentaram o processo.
Questões de salvaguarda e legalidade
As partes afirmam que o estudo não protege adequadamente os direitos, a segurança e o bem-estar de crianças vulneráveis. Alegam que o tratamento pode ter efeitos irreversíveis na fertilidade. Sustentam que a pesquisa é ilegal diante dos benefícios limitados.
Bell, líder em uma judicialização de 2020 sobre o Tavistock, questionou a maturidade para consentimento de menores. Ela aponta que o NHS deveria realizar estudos com pessoas já tratadas. Streeting reconhece a existência de preocupações sobre segurança, eficácia e consentimento.
Montgomery, especialista em direito sanitário, afirma que salvaguardas melhores foram introduzidas nas novas diretrizes de serviços de gênero. O objetivo é ampliar opções de tratamento e evitar decisões automatizadas sobre bloqueadores.
Entre na conversa da comunidade