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MP pede proibição de biobeads em ETAs após derramamento em Camber Sands

Vazamento de centenas de milhões de biobeads em Camber Sands acende campanha para banir uso de tecnologia antiga em estações de tratamento

Volunteers take part in a clean-up operation at Camber Sands in East Sussex. Photograph: Gareth Fuller/PA
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  • Centenas de milhões de “biobeads” vazaram na praia de Camber Sands, East Sussex, após falha numa estação de tratamento da Southern Water.
  • O desastre acionou campanhas para banir o uso das beads; autoridades, incluindo Defra e a Agência Ambiental, investigam, com apoio de Helena Dollimore e Wildlife Trusts.
  • A Guardian apurou que houve uso das beads em pelo menos quinze tratamentos de água no sul e sudoeste da Inglaterra, em tecnologias antigas dos anos noventa e início dos 2000.
  • Pesquisas de King’s College London detectaram metais pesados, como chumbo e arsênico, nas beads.
  • Não há registro claro do governo sobre quantas plantas utilizam as beads, condições de armazenamento ou riscos para praias próximas; autoridades e a Southern Water emitiram declarações e pedidos de informação.

Os biobeads plásticos usados em estações de tratamento de água, tecnologia de décadas passadas, vazaram em Camber Sands, East Sussex, após falha em uma unidade da Southern Water. Milhões de beads se espalharam pela praia, provocando alerta ambiental e mobilização de autoridades.

A falha ocorreu em uma estação de tratamento de esgoto operada pela Southern Water. O incidente levou a uma enorme dispersão de beads, que entraram no ambiente local e nas áreas de proteção de espécies migratórias.

A campanha para banir o uso dessas beads ganhou impulso: a deputada Helena Dollimore, associada ao Partido Trabalhista, lidera a mobilização junto aos Wildlife Trusts. Autoridades nacionais foram acionadas para avaliar riscos e responsáveis.

Contexto e estado das investigações

Pesquisa do Guardian aponta que ao menos 15 ETAs ainda utilizavam os beads, sobretudo em regiões do sul e sudoeste da Inglaterra. Não há registro claro do governo sobre o número de plantas, condições de armazenamento ou gestão dos resíduos.

Autoridades ambientais iniciaram apuração sobre a prática antiga. A Defra e a Agência Ambiental (EA) acompanham o caso, com a EA investigando a falha da Southern Water e os impactos sobre a costa.

O Ministério das Obras Hídricas, representado pela ministra de água, enviou cartas às companhias de água para levantar o uso atual das beads. A Defra pediu informações adicionais aos órgãos reguladores.

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