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DNA do urso polar pode estar se adaptando a climas mais quentes, estudo da UEA

Nova pesquisa sugere que o DNA de ursos-polares pode se adaptar a climas quentes, com mudanças em genes de calor, envelhecimento e metabolismo, apoiando esforços de conservação

On 15 May 2008 the U.S. granted polar bears protective status under the Endangered Species Act
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  • Pesquisadores da Universidade de East Anglia apontam que o DNA de ursos-polares pode estar se reescrevendo para enfrentar climas mais quentes, com mudanças na expressão de genes ligados a calor, envelhecimento e metabolismo, especialmente em ursos da região sudeste da Groenlândia.
  • A pesquisadora-chefe, Dra. Alice Godden, afirma que o achado oferece uma “esperança” para a espécie e pode indicar um “plano genético” vital para esforços de conservação.
  • Mesmo com indícios de adaptação, ela alerta que é preciso manter os esforços para reduzir o aumento da temperatura global.
  • Em dois mil e oito, os Estados Unidos concederam aos ursos-polares proteção sob a Lei de Espécies Ameaçadas, destacando o risco da espécie.
  • O estudo aponta que mudanças na expressão de genes relacionados ao processamento de gordura podem refletir adaptação a dietas mais baseadas em plantas, diante da redução das plataformas de gelo marinho.

O estudo divulgado por pesquisadores da University of East Anglia aponta que o DNA de ursos-polares pode estar se adaptando a climas mais quentes. A pesquisa concentrou-se em indivíduos da região sudeste da Groenlândia. Os cientistas observaram mudanças na expressão de genes ligados ao calor, envelhecimento e metabolismo.

A equipe liderada pela pesquisadora Dr. Alice Godden analisou padrões de expressão genética em ursos-polares da área, buscando indicar uma possível resposta rápida ao aquecimento global. Os resultados sugerem que a espécie pode estar ajustando seu código genético para enfrentar novas condições ambientais.

Contexto e relevância

Desde 2008, os ursos-polares recebem proteção sob a Endangered Species Act. O estudo ressalta que, mesmo com sinais de adaptação, é fundamental reduzir o aumento da temperatura global para evitar quedas ainda maiores na população. Os autores destacam a importância de conservar o conhecimento genético para estratégias de proteção.

Resultados e próximos passos

Segundo os autores, alterações em regiões do DNA ligadas ao processamento de gordura indicam adaptação a dietas mais heterogêneas, possivelmente relacionadas à diminuição de plataformas de caça por gelo. A pesquisa sugere que esse processo pode ter ocorrido nas últimas décadas.

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