Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Unesp desenvolve modelo para monitorar lixo espacial em órbita da Terra

Unesp identifica faixa de ressonância entre 563 km e 599 km, com variação de 50 m elevando risco de colisões; ESA prevê missão de limpeza para 2026

Simulação mostrando objetos em órbita ao redor da Terra. Aproximadamente 95% destes objetos representam lixo espacial (NASA Orbital Debris Program Office/Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • Grupo da Unesp identificou faixa de ressonância orbital entre 563 km e 599 km, com pico em apenas 4 km de largura, onde pequenas alterações elevam o risco.
  • Simulação de 210 órbitas ao longo de 12 mil dias (cerca de 33 anos) mostrou que a ressonância pode alterar trajetórias com atraso de até aproximadamente 500 dias, dependendo da inclinação orbital.
  • Detritos próximos podem desencadear efeito dominó (síndrome de Kessler), aumentando a área de detritos e o risco de novas colisões.
  • O estudo usa dados da base CelesTrak e foca na região de baixa órbita terrestre, abaixo de 2.000 quilômetros, com ênfase na ressonância 15:1.
  • A missão da Agência Espacial Europeia, em parceria com a ClearSpace, está mais avançada e tem lançamento previsto para 2026, para capturar e fazer a reentrada de um pedaço de foguete desativado.

Desde 1957, o lançamento de satélites gerou um vasto conjunto de detritos que orbitam a Terra, formando um conjunto de riscos para futuras missões. Pesquisas recentes avaliam como pequenas mudanças orbitais podem acumular impactos.

Grupo da Unesp, com apoio da Fapesp, mapeou faixas de ressonância próximas à Terra entre 563 km e 599 km de altitude. Em 4 km de largura, picos de ressonância elevam o risco com alterações de apenas 50 m na órbita.

O estudo simulou 210 órbitas ao longo de 12 mil dias, cerca de 33 anos, e observou efeitos de atraso de até 500 dias em algumas situações, principalmente em detritos com inclinação de 87°. As variações ocorrem mesmo sem novas perturbações.

Descobertas da Unesp

A análise usou dados do CelesTrak para identificar regiões de maior sensibilidade orbital. A presença de ressonância 15:1, comum em áreas muito utilizadas por satélites, também intensifica a concentração de detritos nessas faixas.

Segundo Formiga, pequenas mudanças na trajetória de detritos próximos podem desestabilizar combinações de órbitas, levando a colisões entre fragmentos e à geração de novos detritos, em um efeito dominó conhecido como síndrome de Kessler.

Desdobramentos e contexto

Agências espaciais trabalham para monitorar detritos com mais de 10 cm e entender onde evitar lançamentos. A ESA, em conjunto com a startup ClearSpace, planeja limpar lixo orbital com uma missão prevista para 2026, usando braços robóticos para capturar objetos desativados.

O plano IDEAL é capturar o alvo, arrastá-lo até a reentrada na atmosfera e queimar na entrada. Até agora, nenhum programa de limpeza está plenamente em operação, mas as iniciativas seguem em desenvolvimento para reduzir riscos no LEO.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais