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Orcas e golfinhos formam parceria incomum para caçar salmões; vídeo impressiona

Estudo aponta forrageamento cooperativo entre orcas e golfinhos na costa da Colúmbia Britânica, com batedores aquáticos e partilha de salmões Chinook

(Universidade da Colúmbia Britânica (A. Trites), Universidade Dalhousie (S. Fortune), Instituto Hakai (K. Holmes), Instituto Leibniz de Pesquisa Zoológica e da Vida Selvagem (X. Cheng)./Reprodução)
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  • Estudo publicado na Scientific Reports indica forrageamento cooperativo entre orcas e golfinhos na costa da Colúmbia Britânica.
  • Em dezoito, foram usadas etiquetas com câmeras e gravadores, drones e dispositivos subaquáticos para registrar a interação entre as espécies.
  • Em pelo menos 25 situações, as orcas seguiram golfinhos durante a caça, com os golfinhos agindo como batedores para localizar salmões Chinook.
  • Em alguns momentos, as orcas compartilharam salmões capturados, enquanto os golfinhos aproveitavam parte da presa.
  • A parceria sugere benefício mútuo: golfinhos ganham proteção e restos da refeição; orcas ganham eficiência na localização de presas em profundidades maiores.

Na costa da Colúmbia Britânica, pesquisadores observaram pela primeira vez um forrageamento cooperativo entre orcas e golfinhos. O estudo, publicado na Scientific Reports, traz evidências de interação entre espécies historicamente vistas como rivais. A pesquisa é liderada pela ecóloga marinha Sarah Fortune, da Universidade Dalhousie.

Durante o experimento, orcas foram equipadas com etiquetas presas por ventosas contendo câmeras e gravadores acústicos. Drones registraram as imagens, enquanto os dispositivos subaquáticos captaram vídeos, sons e padrões de ecolocalização. O objetivo foi mapear a dinâmica da caça entre as espécies. Em 25 ocasiões, as orcas acompanharam golfinhos na busca por presas.

Os golfinhos atuaram como batedores, ajudando a localizar salmões Chinook em áreas de maior profundidade. Em vários momentos, as orcas chegaram a compartilhar parte das presas capturadas com os golfinhos, que se beneficiaram de restos da refeição. A troca sugere cooperação eficaz na caça, com ganhos para ambos.

Os dados acústicos indicam alternância na ecolocalização entre as espécies, o que pode significar comunicação entre elas durante a caçada. A hipótese é de que o mutualismo aumenta a eficiência da busca por grandes salmões em profundidade, reduzindo gasto energético de cada lado.

Metodologia e implicações

A equipe utilizou etiquetas com câmera para registrar ações, além de drones para captar imagens aéreas. Os resultados reforçam a ideia de que interações entre predadores podem ser complexas e benéficas para diferentes espécies em ambientes marinhos. O estudo não apenas documenta o comportamento, mas oferece insights sobre estratégia de forrageamento.

Contexto e relevância

Antes, já se reconhecia mutualismo facultativo entre camarões-pistola e gobídeos, com benefícios mútuos sem dependência obrigatória. A nova pesquisa amplia o quadro ao incluir orcas e golfinhos, destacando a diversidade de alianças possíveis na cadeia alimentar marinha. As descobertas colaboram para entender ecossistemas costeiros.

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