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Brasil cria o primeiro Centro de Clima e Saúde, em Rondônia

Porto Velho inaugura o primeiro Centro de Clima e Saúde, conectando AdaptaSUS e COP30 para fortalecer vigilância climática e saúde na Amazônia

Foto: Walterson Rosa/MS
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  • O ministro da Saúde lançou o primeiro Centro de Clima e Saúde do país com foco na Amazônia, instalado em Porto Velho, Rondônia.
  • O CCSRO integra o conjunto de metas do AdaptaSUS, apresentado na COP30, com 27 metas e 93 ações até 2035, e tem investimento de cerca de R$ 60 milhões.
  • O objetivo é produzir conhecimento, formar profissionais, fortalecer o SUS diante de mudanças climáticas e apoiar políticas públicas voltadas à região amazônica.
  • O projeto se articula ao Plano Mais Saúde Amazônia Brasil, visando reduzir desigualdades regionais e ampliar a presença do Estado em territórios indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais.
  • Em Ji-Paraná, foi anunciado investimento de R$ 157,5 milhões para UBS, UOM e a construção de uma maternidade de alto risco, complementado pela implantação de carretas do programa Agora Tem Especialistas para saúde da mulher e cirurgia oftalmológica.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou em Porto Velho (RO) o primeiro Centro de Clima e Saúde (CCSRO) do país, com foco na Amazônia. O equipamento, instalado na Fiocruz, integra ações do AdaptaSUS e prioriza impactos climáticos na saúde.

O CCSRO faz parte de 27 metas e 93 ações previstas até 2035 para adaptar o setor saúde às mudanças climáticas. O investimento total é de cerca de R$ 60 milhões, com recursos do Ministério da Saúde e da Fiocruz, visando dados e ações estratégicas para a região.

O centro produzirá conhecimento, formará profissionais e fortalecerá a resposta do SUS aos impactos do clima. Também apoiará políticas públicas voltadas à Amazônia e pode virar referência para a América Latina e o Caribe, sob a orientação da OPAS/OMS.

AdaptaSUS e Mais Saúde Amazônia Brasil

Padilha destacou que a Amazônia é prioridade do AdaptaSUS, via a estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. O plano prevê reforçar obras, conectividade e teleatendimento, com mais de R$ 4,5 bilhões em andamento na região.

Na mesma solenidade, ocorreu o anúncio de investimentos adicionais no SUS. Em Belém, equipes do Governo federal apresentaram ações para ampliar vigilância, serviços e centros de referência no enfrentamento às mudanças climáticas.

Outras ações em Rondônia

Ainda em Porto Velho, foi celebrado o acordo da Universidade Federal de Rondônia com a Prefeitura e a EBSERH para abrir o primeiro hospital universitário do estado. O prédio atualizará instalações para atender formação médica e residências.

Em Ji-Paraná, Padilha anunciou R$ 157,5 milhões para duas UBS, uma UOM e a construção de uma maternidade de alto risco. A iniciativa, do Novo PAC Seleções, atenderá mais de 10,5 mil gestantes/ano, reduzindo deslocamentos para Porto Velho.

Carretas de saúde da mulher e oftalmologia

A cidade também recebeu a Carreta da Saúde da Mulher, ampliando mamografias e exames ginecológicos, com previsão de cerca de 50 atendimentos diários. Em Ariquemes, há uma carreta de cirurgia oftalmológica, parte do programa Agora Tem Especialistas.

Entre 17 de outubro e 2 de dezembro, as carretas em Porto Velho realizaram mais de mil atendimentos em saúde da mulher. Ao todo, 41 carretas estão em operação em 24 estados e no Distrito Federal.

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