- Madelaine Thomas, dominatrix de Monmouthshire, fundou a Image Angel após ter imagens íntimas vazadas por clientes.
- A empresa usa marcas d’água forenses invisíveis para rastrear quem compartilha as imagens e permitir a atuação de especialistas.
- Pelo menos uma plataforma já adotou a tecnologia; Thomas está em negociação com outras e foi premiada, além de ser indicada como prática recomendada pela Baronesa Bertin.
- A iniciativa pretende dissuadir abusadores e complementar serviços existentes, como o StopNCII.
- Organizações de apoio destacam o impacto do abuso de imagens íntimas nas vítimas e a importância de uma abordagem multidisciplinar, com ferramentas como o StopNCII.org.
Madelaine Thomas, dominatrix de 37 anos de Monmouthshire, no País de Gales, criou a empresa Image Angel para enfrentar o pornô de vingança após ter imagens íntimas vazadas por clientes. A iniciativa usa marcas d’água forenses invisíveis para rastrear abusadores e proteger vítimas, segundo relato da própria empresária.
Após sofrer vazamentos de fotos privadas, Thomas decidiu agir. Ela afirma ter visto a vergonha das vítimas e a necessidade de resposta tecnológica para dissuadir quem compartilha conteúdos sem consentimento. A ideia surgiu da experiência pessoal e de pesquisa dedicada.
A Image Angel, fundada pouco mais de um ano atrás, já atua com marcas d’água invisíveis em plataformas que compartilham imagens, como redes sociais, apps de namoro e sites. A tecnologia fica embutida nas imagens, permitindo rastrear quem as compartilha.
Segundo Thomas, a ferramenta não exige que o usuário que sofreu o vazamento tome ações imediatas; a plataforma que adota o sistema facilita a identificação do(s) infrator(es) e a adoção de medidas legais ou técnicas cabíveis. Atualmente, há pelo menos uma plataforma já usando a tecnologia, com negociações em andamento com outras.
A proposta visa reforçar serviços existentes de proteção a vítimas, como o StopNCII, e ampliar o leque de recursos disponíveis para combater o abuso digital. Thomas afirma que a tecnologia já é usada em Hollywood e em transmissões esportivas, adaptada para o contexto de imagens íntimas.
Especialistas ouvidos destacam a importância de reduzir o estigma sobre as vítimas. A trabalhadora de apoio a vítimas ressalta que a reação da sociedade precisa ser de não atribuir culpa à mulher que teve a imagem exposta, reforçando a urgência de respostas técnicas eficazes.
A iniciativa recebeu reconhecimentos e prêmios no setor e foi indicada como prática recomendada por uma parlamentar britânica, a Baronesa Bertin. A indústria acompanha com atenção as negociações da Image Angel com novas plataformas e o potencial de ampliar a prevenção do abuso.
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