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Interação humana reduz agressividade de ursos, aponta mudança de comportamento

Urso-pardo dos Apeninos mostra menor agressividade e porte menor por convívio com humanos; estudo aponta sinais de seleção genética e endogamia, com implicações para conservação

(Mark Basarab/Unsplash)
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  • Um estudo publicado na revista Molecular Biology and Evolution analisa ursos pardos dos Apeninos (Ursus arctos marsicanus) que vivem perto de vilarejos na Itália.
  • A população é pequena e isolada desde a era romana, apresentando baixa diversidade genética e altos níveis de endogamia.
  • Pesquisadores geraram um genoma de referência de alta qualidade e compararam com ursos pardos da Europa Central e da América do Norte.
  • Foram encontrados sinais de seleção em genes ligados à redução da agressividade, sugerindo que indivíduos mais dóceis sobreviveram e se cruzaram mais.
  • Os cientistas destacam que a pressão humana pode moldar traços comportamentais ao longo das gerações e ressaltam preocupações sobre repovoamento e conservação da espécie.

O estudo publicado na Molecular Biology and Evolution identifica sinais de seleção em genes ligados à redução da agressividade em ursos dos Apeninos, Ursus arctos marsicanus. Há evidências de endogamia e de impacto humano na evolução e na conservação da espécie.

O urso-pardo dos Apeninos vive isolado há milênios perto de vilarejos da Itália central. A população é menor que a de outras regiões e se separou de ursos pardos europeus há cerca de 2 mil a 3 mil anos, mantendo-se isolada desde a época romana.

Contexto evolutivo

Os pesquisadores produziram um genoma de referência de alta qualidade e sequenciaram genomes de vários indivíduos, comparando com ursos pardos da Europa Central e da América do Norte.

Os dados revelam baixa diversidade genética e altos níveis de endogamia, típicos de populações pequenas. Foram identificadas assinaturas de seleção em genes relacionados à redução da agressividade.

Os autores sugerem que, ao longo de gerações, indivíduos menos agressivos tiveram maior chance de sobreviver a conflitos com humanos, levando a uma evolução indireta de traços mais dóceis.

Os cientistas ressaltam que interações humanas podem moldar a evolução de espécies, mas também podem manter variantes genéticas importantes. Pesquisas futuras devem considerar esse equilíbrio na conservação.

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