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Poluição do ar sufoca o Sul da Ásia

Poluição do ar na Ásia Meridional atinge níveis perigosos, cruzando fronteiras e afetando saúde, com políticas locais criticadas e monitoramento insuficiente

A commuter walks near India Gate amid heavy smog pollution in New Delhi on Oct. 29, 2025.
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  • Delhi tem índice de qualidade do ar (AQI) acima de trezentos desde outubro, e Diwali agrava a situação, afetando moradores como Vamika Grover.
  • Leituras internacionais já chegaram a mais de mil em partes de Delhi; o aplicativo do governo mostra leitura máxima de quinhentos; há relatos de pessoas buscando deixar a cidade temporariamente.
  • A região da Ásia do Sul figura entre as mais poluídas do mundo; concentrações de PM2,5 elevadas causam cerca de dois milhões de mortes prematuras por ano, com cerca de sessenta por cento da população vivendo em áreas acima do padrão da Organização Mundial da Saúde.
  • Fontes principais: biomass residencial, indústria, usinas, transporte e poeira da construção; a poluição é regional, com poluentes que se deslocam entre cidades, estados e países, agravada pelo clima e ventos locais no inverno.
  • Exigem-se planos nacionais robustos e cooperação regional; Nepal lançou o Primeiro Plano de Ação de Gestão de Qualidade do Ar, Índia tem o NCAP com metas, mas muitos centros urbanos ainda excedem padrões; Bangladesh e Paquistão enfrentam dificuldades de implementação e dados.

Delhi vive temporada de Diwali com episódios de poluição que elevam a qualidade do ar a níveis perigosos. O smog atinge a população há anos, com agravamento recente durante festas, e afeta quem permanece na cidade mesmo após o fim das celebrações.

Dados de monitoramento mostram índice de qualidade do ar (AQI) acima de 300 em vários dias desde outubro, superando amplamente o teto considerado seguro. Leves de leitura ultrapassam 500 em plataformas internacionais, enquanto o aplicativo oficial brasileiro marca até 500.

O que está em jogo envolve pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, além de trabalhadores expostos a emissões industriais, veículos, aquecimento residencial e construção. Estudos apontam que o problema é estrutural e não sazonal.

Em Delhi, a região metropolitana concentra poluentes como partículas finas PM2,5, com concentrações elevadas em Ghaziabad, Noida e cidades vizinhas, segundo o CREA. A tendência mostra leitura constante de poluição emitida localmente e por fontes transfronteiriças na região.

Profissionais de saúde recomendam medidas de proteção, incluindo remoção temporária da cidade para grupos sensíveis. Governos locais apontam dificuldades para ampliar a rede de monitoramento com custos elevados.

A poluição na região sul-asiática é marcada por fontes diversas: queima de biomassa residencial, emissões industriais, veículos, incêndios florestais e quebras sazonais de meteorologia. A circulação de poluentes entre países agrava o desafio.

Estudos internacionais indicam que Bangladesh, Índia, Nepal e Paquistão figura entre os países com maiores concentrações de PM2,5. A piora das condições alimenta debates sobre governança ambiental e planos nacionais de qualidade do ar.

Esforços para uma abordagem regional destacam a necessidade de planos nacionais robustos, financiamento estável e monitoração mais ampla. Países já possuem mecanismos locais, mas a coordenação entre setores permanece insuficiente.

No fim do texto, persiste a necessidade de ações estruturais para reduzir emissões veiculares, industriais e de energia, assim como melhorias de monitoramento, fiscalização e transparência de dados. A pandemia climática continua impondo riscos significativos à população.

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