- O problema começou na hacienda Nápoles nos anos oitenta, com quatro hipopótamos soltos; hoje são 169 animais e a população continua em crescimento.
- Projeções indicam 1.000 hipopótamos em 2035 e 1.300 em 2060 se não houver intervenção.
- Em 2020, Luís Díaz foi atacado por um hipopótamo durante a coleta de água, episódio destacado por El Espectador.
- As opções discutidas pelo governo incluem anticoncepção cara, captura e esterilização de longa operação ou eutanasia, porém sem prazos ou financiamento definidos.
- O governo tem estudado cooperação com países como Equador, Peru, Filipinas e Índia, mas ainda não há acordos fechados nem estratégia final.
Os hipopótamos que escaparam da Hacienda Nápoles, região ao redor de Medellín, passaram de quatro animais nos anos 80 para centenas hoje. A espécie é considerada invasora e causa debates sobre gestão ambiental e risco à fauna local.
Segundo análise recente, o grupo cresceu para 169 animais, com projeções que apontam 1.000 animais até 2035 e 1.300 até 2060 sem intervenção. O aumento preocupa pesquisadores pela competição com espécies nativas e impactos ecológicos no rio Magdalena.
Ataque de 2020 e relatos recentes
O Espectador publicou relato autônomo sobre um ataque de hipopótamo a Luis Díaz, ocorrido em 2020, quando o homem coletava água em uma propriedade rural. A ocorrência evidencia riscos diretos à população rural próxima aos animais.
Opções de manejo em debate
O governo atual discute caminhos para conter a expansão, mas ainda não há estratégia definitiva. Uma opção envolve anticoncepção, que exige várias doses e alto custo. Outros caminhos consideram captura/esterilização, com logística complexa, ou eutanasia como saída considerada pela comunidade científica.
Desafios e cooperação internacional
Entre as possibilidades estudadas está o transporte de parte da população para santuários no exterior; contatos com países parceiros foram feitos, incluindo nações da região e além. No entanto, nenhum acordo foi fechado até o momento, mantendo o problema sem resolução prática.
Perspectiva institucional e científica
A falta de prazos claros, financiamento e coordenação entre órgãos tem atrasado a implementação de uma política eficaz. Técnicos ressaltam a necessidade de um plano planificado, com metas verificáveis e recursos dedicados para reduzir riscos e preservar a biodiversidade local.
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