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Duração da caminhada tem maior impacto que o número de passos, aponta estudo

Caminhadas contínuas de quinze minutos ou mais reduzem significativamente o risco de morte e de doenças cardíacas, destacando a importância da duração além da contagem de passos

Fotografia de duas idosas correndo juntas.
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  • Estudo com 33 mil britânicos do UK Biobank mostra que caminhar por periodos contínuos de 15 minutos ou mais reduz significativamente risco de morte e de doenças cardíacas.
  • Mortes: 4,36% entre quem caminharam menos de cinco minutos por dia; 0,84% entre quem caminhou mais de 15 minutos.
  • Doenças cardiovasculares: 13,03% no grupo com menos de cinco minutos de caminhada diária; 4,39% no grupo com mais de 15 minutos contínuos.
  • Recomenda-se acumular em torno de sete mil passos diários; porém, ter caminhadas de pelo menos 15 minutos contínuos potencializa ainda mais os benefícios.
  • A fórmula para a saúde envolve quantidade, regularidade e momentos de atividade contínua, sem depender da intensidade.

A pesquisa aponta que a duração da caminhada pode influenciar mais a saúde do que a contagem de passos sozinha. Novo estudo com 33 mil britânicos reforça esse entendimento, destacando a importância de caminhadas contínuas de 15 minutos ou mais.

Os dados, coletados no UK Biobank, acompanharam voluntários por oito anos. Os participantes caminhavam, em média, até 8 mil passos diários e tinham 62 anos no início. Não apresentavam doenças graves no começo do estudo.

Resultados mostram que períodos contínuos mais longos trazem maior proteção. Em quem caminhava menos de cinco minutos por dia, houve 4,36% de óbitos; em quem andava por mais de 15 minutos seguidos, 0,84%.

A incidência de doenças cardiovasculares seguiu o mesmo padrão: 13,03% no grupo com menos de cinco minutos diários versus 4,39% no grupo com jornadas mais longas. A conclusão é que a duração adiciona benefício maior.

“Caminhar ao longo do dia soma, mas caminhadas de pelo menos 15 minutos aumentam ainda mais a proteção cardíaca”, afirma a cardiologista Luciana Janot, do Einstein Hospital. Ela destaca o papel da duração na prevenção.

Duração importa para o coração

O estudo espanhol, citado na pesquisa, sugere que manter o coração ativo por mais tempo melhora circulação e a flexibilidade arterial. Isso favorece regulação da glicose e função vascular.

Autores ressaltam que a atividade contínua ativa mecanismos metabólicos e reduz inflamação. Pesquisadores indicam que a qualidade do tempo de caminhada pode superar a simples soma de passos.

Recomendações práticas

Especialistas sugerem manter ritmo confortável e regular, com longas jornadas quando possível. Não é necessário chegar à exaustão; o foco é consistência ao longo do dia.

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