- Foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu durante a tentativa de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.
- A Força Aérea Brasileira disse que, após a saída da plataforma, houve anomalia no veículo que o fez colidir com o solo; o Corpo de Bombeiros do CLA foi acionado para analisar destroços e área de colisão.
- O lançamento seria o primeiro foguete orbital a sair do território brasileiro, representando um marco para missões espaciais do país.
- A parceria entre o Brasil e uma empresa privada para esse lançamento é inédita; a última tentativa orbital brasileira ocorreu em 1999, e em 2003 houve explosão ainda no solo que deixou 21 mortos.
- Os adiamentos foram causados por falhas durante o abastecimento, incluindo funcionamento anormal em válvula de ventilação do tanque de metano do segundo estágio e anomalia no sistema de resfriamento do primeiro estágio.
O lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano terminou com explosão durante a tentativa no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite desta segunda-feira. A aeronave perdeu o controle após a saída da plataforma e colidiu com o solo, gerando uma nuvem de fogo durante a trajetória.
Segundo a FAB, houve uma anomalia no veículo logo após o início da ascendência, o que levou à colisão com o solo. A Força Aérea informou que equipes da própria FAB e do Corpo de Bombeiros do CLA foram encaminhadas ao local para analisar destroços e a área de impacto.
A operação foi coordenada pela FAB, com atuação para segurança, rastreio e coleta de dados, mantendo o lançamento dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial. O Corpo de Bombeiros do CLA também atuou no resgate e na avaliação do local.
O HANBIT-Nano é um lançador orbital de dois estágios, capaz de levar até 90 kg de carga útil a uma órbita de cerca de 500 km. O projeto envolve 247 profissionais, incluindo 102 engenheiros, e representa uma parceria público-privada entre o Brasil e uma empresa privada.
Antes da tentativa, houve três adiamentos: a detecção de funcionamento anormal em uma válvula de ventilação no tanque de metano do segundo estágio, durante o abastecimento; e a substituição de componente na unidade de resfriamento do oxidante do primeiro estágio.
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