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Consumo de álcool nas festas de fim de ano eleva riscos à saúde

Lenad III: queda no consumo entre adultos, mas aumento entre adolescentes, com 34,4% dos menores em consumo pesado em 2023

Brasília (DF), 23/12/2024 - Mesa da ceia de natal. Foto: Senac/Divulgação
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  • No fim de ano, o consumo de álcool tende a aumentar, com riscos à saúde física e mental; a Organização Mundial da Saúde afirma que não existe nível seguro de ingestão.
  • Dados do Lenad III (2025) mostram queda no consumo entre adultos, mas crescimento entre adolescentes, com 34,4% dos menores em 2023 consumindo bebidas pesadas.
  • Entre os problemas observados estão quedas, intoxicações e menor supervisão de crianças em ambientes com adultos alcoolizados.
  • Aumento da agressividade, risco de dirigir alcoolizado e conflitos familiares são mencionados, além da glamourização da bebida durante as festas.
  • O fim de ano é período especialmente desafiador para quem já tem problemas com álcool, com maior risco de recaídas e o uso do álcool para lidar com tristeza e ansiedade.

O consumo de álcool aumenta durante as festas de fim de ano, com impactos significativos na saúde física e mental e nas relações sociais. A Organização Mundial da Saúde afirma que não há nível seguro de ingestão, reforçando a vulnerabilidade associada ao álcool em período festivo.

Especialistas apontam que confraternizações e celebrações familiares costumam elevar a frequência de bebidas alcoólicas. A insistência cultural na bebida pode ampliar riscos como quedas, intoxicações e supervisão inadequada de crianças em ambientes com adultos alcoolizados.

Dados recentes e impactos na saúde

O 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado em 2025, mostra queda no consumo entre adultos, mas aumento entre adolescentes, com manutenção ou elevação do consumo pesado entre menores.

Entre os adultos, a proporção de pessoas que bebem regularmente caiu de 47,7% (2012) para 42,5% (2023). O consumo pesado entre adolescentes avançou, de 28,8% (2012) para 34,4% (2023).

A psiquiatra Alessandra Diehl, que integra o conselho da Abad, ressalta que não existe consumo seguro para qualquer faixa etária. Ela destaca que o período é marcado por maior oferta de bebida e glamorização cultural, aumentando a vulnerabilidade de quem está em recuperação.

Riscos para crianças e saúde mental

Segundo Diehl, episódios de quedas e intoxicações entre crianças aumentam quando adultos não supervisionam adequadamente. O consumo em casa é apontado como fator de risco, com impactos na saúde mental de jovens e adultos, incluindo agravamento de ansiedade e depressão em quem utiliza álcool para lidar com o mal-estar emocional.

A especialista alerta para a possibilidade de recaídas em pessoas que já enfrentam problemas com álcool, especialmente em festas de final de ano, e ressalta a necessidade de mensagens claras sobre que a bebida não deve ocupar o centro das celebrações.

Perspectivas e recomendações

A orientação profissional enfatiza que, para reduzir riscos, pais e responsáveis devem manter presença ativa, estabelecer regras claras e evitar glamourizar o álcool em eventos familiares. A abordagem é vista como essencial para proteger crianças e adolescentes, bem como para apoiar pessoas em recuperação.

A OMS reforça a mensagem de que qualquer consumo de álcool pode trazer prejuízos à saúde, reforçando a necessidade de políticas públicas e de práticas familiares que contenham o consumo durante as festas.

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