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De vinhedos à biotech, mulher desenvolve inovação para o agronegócio

Da Mendoza ao laboratório global, Paz Álvarez lidera a Zavia Bio, que desenha proteínas para insumos biológicos no agro, com atuação em quatro países

Paz Álvarez, fundadora da Zavia Bio
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  • Paz Álvarez, argentina, fundou a Zavia Bio para desenvolver insumos biológicos de base proteica destinados ao agro, com foco em soluções que não envolvem químicos.
  • A empresa usa o desenho de proteínas como núcleo tecnológico para gerar respostas nas plantas, buscando aumentar a resistência à seca sem modificar geneticamente as plantas.
  • A Zavia iniciou em Mendoza, ampliou para Montevidéu (laboratório atual), com atividades também nos Estados Unidos, Uruguai e Brasil (ensaios em andamento).
  • O financiamento inicial veio da Grix (US$ 200 mil) e de investidores anjos, o que ajudou a abrir portas e acelerar o networking no setor de deeptech agrícola.
  • A startup mantém uma estrutura enxuta, com planos de expandir a equipe em 2026, mantendo o modelo lean enquanto avança em desenho de proteínas e expansão para novos cultivos.

Paz Álvarez, argentina, é fundadora da Zavia Bio, empresa que desenvolve insumos biológicos para o agro. A história começa em Mendoza, passa por Buenos Aires e hoje fica em Montevidéu, com ensaios em quatro países e reuniões com investidores de deeptech.

Cresceu em uma região rural, cercada por produtores. A água sempre foi um desafio. A avó de Álvarez enfrentou dificuldades sem ferramentas tecnológicas, o que a marcou para sempre e molda a missão da Zavia.

Sua trajetória atravessa o setor público e a ciência aplicada. Formou-se em negócios, trabalhou no Ministério da Agroindústria da Argentina e percebeu que queria transformar a agricultura com tecnologia e mercado.

A origem da Zavia Bio e o desenho de proteínas

Em 2021, Álvarez conheceu Enrique Detarsio, atual diretor científico, e em 2022 a ideia se materializou na empresa. A startup atua com agrobiotecnologia, oferecendo insumos biológicos como alternativa aos agroquímicos tradicionais.

O coração tecnológico está no desenho de proteínas, que geram respostas nas plantas sem modificar geneticamente. O foco inicial foi enfrentar a seca e a crise hídrica, expandindo depois o potencial da plataforma.

Argentina, Uruguai, Estados Unidos e Brasil: uma deeptech da América Latina com visão global

A Zavia não se limitou ao mercado local: hoje tem laboratório em Montevidéu e atua também na Argentina, nos EUA e no Uruguai, com ensaios no Brasil. A abordagem busca reduzir custos de desenvolvimento na região.

A empresa mantém equipe enxuta, com quatro pessoas, e planeja ampliar, em 2026, para manter a agilidade enquanto avança em proteínas e expansão de produtos.

Talento regional e rede global

O núcleo humano é formado por profissionais argentinos e uruguaios, com consultores dos EUA e Canadá. A combinação de talento local e visão internacional sustenta a atuação da startup.

Capital para deeptech: levantar dinheiro sem perder o norte

O capital inicial veio da Grix, com US$ 200 mil, seguido por investidores anjos que abriram portas e conexões internacionais. O suporte estrutura a trajetória de pesquisa, desenvolvimento e mercado.

Desafios do fundraising também são notórios, segundo Álvarez, que alerta para diluição e tempo gasto pelo CEO. O equilíbrio entre capital e foco no produto é essencial.

Empreender como modo de vida

Para Álvarez, empreender é um modo de vida voltado a resolver o problema do sistema agroalimentar. O trabalho exige sacrifícios pessoais, aprendizado e resiliência, aliados a uma visão de longo prazo.

A líder destaca a importância da saúde mental entre fundadores e a necessidade de apoio entre pares. Atividades como montanhismo, surfe e paraquedismo entram como fontes de equilíbrio.

Deeptech, ficção científica e o futuro que se aproxima

A Zavia atua na interseção entre biotecnologia e inteligência artificial, com perspectivas de impacto na saúde, materiais e alimentação. A adoção de computação quântica surge como potencial impulsionador.

A executiva enfatiza a responsabilidade ética diante dos avanços tecnológicos, defendendo protagonismo responsável e uso benigno da IA e da biotecnologia no agro.

O jogo que a Zavia Bio quer jogar

A meta é firmar posição entre os líderes globais do setor agroindustrial, oferecendo soluções que outras tecnologias não alcançam. O ritmo de crescimento acompanha a evolução da liderança de Paz Álvarez.

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