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Falecimento de George Teariki-Mataki Mateariki, o Birdman de Atiu, aos 67

Birdman George Mateariki, naturalista local das Ilhas Cook, morreu aos 67; sua vigilância diária impediu a extinção de aves endêmicas em Atiu

George Teariki-Mataki Mateariki. Photo from Cook Islands Tourism
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  • George Teariki-Mataki Mateariki, known as Birdman George, morreu em 17 de dezembro de 2025, aos 67 anos.
  • Atiu, no Cook Islands, desempenhou papel central na recuperação do kakerori (Rarotongan flycatcher) e da lorikeeta de Rimatara, com espécies reintroduzidas para longe de ratos-ship.
  • Mateariki atuou como vigilante parte tempo, monitorando aves, inserindo táticas de controle de ratos e removendo ameaças, contribuindo para a transferência de quarenta kakerori entre 2001 e 2008.
  • A reintrodução da lorikeeta de Rimatara em Atiu, em 2007, também contou com o manejo contínuo de predadores e vigilância constante.
  • Em 2024, foi reconhecido pelo Critical Ecosystem Partnership Fund como “hotspot hero” para a Polinésia e Melanésia, destacando sua vigilância regional.

George Teariki-Mataki Mateariki, conhecido como Birdman George, morreu aos 67 anos no dia 17 de dezembro de 2025. Residente de Atiu, ele foi peça-chave na conservação de aves endêmicas nas Ilhas Cook, atuando de forma prática e contínua.

A atuação de Mateariki ocorreu em Atiu, ilha de recife elevada sem grandes resorts. Trabalhou como vigilante da fauna, monitorando aves, evitando a entrada de ratos e acompanhando a reprodução de espécies nativas.

Entre as maiores ações está a recuperação do Rarotongan flycatcher, o kakerori. Em meados dos anos 1990 restavam apenas 29 aves, todas em Rarotonga. Atiu tornou-se palco de uma segunda população livre de ratos graças à monitoria dele.

De 2001 a 2008, cerca de 40 aves foram transferidas para Atiu, com desdobramentos positivos para a reprodução. O esforço repetido e a manutenção de nestários contribuíram para o retorno gradual da espécie.

O mesmo padrão ocorreu com o Rimatara lorikeet, reintroduzido em Atiu em 2007, após sobrevivência apenas em uma ilha na Polinésia Francesa. A erradicação de tangarás invasores foi indispensável.

Além de seu trabalho prático, Mateariki orientou visitantes como educador. Passou conhecimentos sobre plantas medicinais e técnicas de manejo, reforçando a ligação entre a comunidade e a natureza.

Reconhecimento e legado

A atuação dele ganhou reconhecimento internacional. Em 2024, o Critical Ecosystem Partnership Fund o nomeou “hotspot hero” da Polinésia e Melanésia, destacando o papel de Atiu na conservação regional.

Segundo relato de pesquisadores, a vigilância dele na orla, no terminal portuário e no aeroporto ajudou a manter roedores afastados da ilha, fortalecendo a sobrevivência das aves.

Sua vida é associada à ideia de que a conservação depende de vigilância diária, ações simples e do envolvimento local. Mateariki dedicou décadas a tornar a extinção de espécies mais difícil, avanço que permanece como legado.

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