- Mais de 300 abalos sísmicos foram registrados no Reino Unido neste ano, segundo o British Geological Survey.
- As regiões mais ativas incluem Perthshire e as Highlands ocidentais, sul do País de Gales e Yorkshire e Lancashire.
- Em 20 de outubro, perto de Loch Lyon, ocorreram dois terremotos onshore em horas distintas: magnitude 3,7 e 3,6.
- O BGS recebeu 198 relatos de pessoas que sentiram os tremores, com deslocalização de até cerca de 37 milhas do epicentro; 34 dos 309 tremores ocorreram perto de Loch Lyon entre outubro e dezembro.
- O Dogger Bank, registrado em 1931, continua sendo o mais forte já observado no Reino Unido (magnitudes até 6,1); o país conta com 80 estações de monitoramento e 1.320 relatos públicos neste ano.
Mais de 300 abalos sísmicos foram registrados no Reino Unido neste ano, segundo o British Geological Survey (BGS).
Entre as regiões mais ativas estão Perthshire e as Highlands, no norte da Escócia, o sul do País de Gales e partes de Yorkshire e Lancashire, conforme dados do BGS.
Os dois abalos onshore mais fortes ocorreram perto de Loch Lyon, em Perth e Kinross, horas de diferença, em 20 de outubro: magnitudes de 3,7 e 3,6.
Relatos de moradores indicaram sensações de tremor intenso, com casas e janelas dançando em alguns casos, e 198 relatos de pessoas que sentiram o tremor chegaram ao BGS.
Ao longo do ano, o BGS registrou 309 terremotos, sendo 34 ocorrências na região ao redor de Loch Lyon entre outubro e dezembro.
O terceiro maior abalo onshore foi de magnitude 3,2, em Silverdale, Lancashire, em 3 de dezembro, com 700 relatos de moradores.
O evento de 1931, no Dogger Bank, permanece o mais intenso já registrado no Reino Unido, com magnitude 6,1.
Segundo o BGS, a atividade sísmica ocorreu em diversas partes da Grã-Bretanha ao longo dos últimos 12 meses, com efeitos que foram sentidos em áreas próximas.
Dr. Brian Baptie, seismologista do BGS, observa que abalos significativos são raros, mas houve quase um abalo diário neste ano no país. A análise aponta que os sismos menores ocorrem com frequência e que o estudo ajuda a entender impactos potenciais de grandes tremores em projetos de energia e infraestrutura.
O BGS utiliza uma rede de 80 estações de monitoramento no Reino Unido para registrar a atividade sísmica.
Baptie indica que não surpreende a concentração de atividade no oeste da Escócia, onde falhas geológicas como a Great Glen fault e a Highland Boundary fault são relevantes para a história tectônica local.
Entre as constatações, o órgão reforça que os terremotos podem ocorrer em outras regiões com presença de falhas. O solo britânico abriga diversas estruturas geológicas ativas, levando a eventos de variação moderada a intensa ao longo do tempo.
O BGS recebeu 1.320 relatos de pessoas que sentiram abalos neste ano, destacando que magnitudes menores foram comuns, mas tremores maiores representam riscos para áreas com infraestrutura sensível.
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