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Sair no frio pode aumentar o risco de resfriado, dizem especialistas

Frio extremo pode aumentar a suscetibilidade, mas gripe é correlação com o convívio em ambientes fechados; vacinas contra influenza e RSV reduzem infecções e risco de ataque cardíaco

Illustration: Becky Barnicoat/The Guardian
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  • Infecções respiratórias são mais comuns no inverno, pois passamos mais tempo em ambientes fechados e em contato próximo.
  • A relação entre frio e gripe é de correlação, não de causalidade.
  • A luz ultravioleta pode desativar vírus; ficar exposto ao sol no verão pode reduzir a virose, mas o principal fator é o comportamento.
  • O frio extremo pode aumentar a suscetibilidade; rhinovírus se proliferam melhor em temperaturas mais baixas e RSV atinge pico próximo ao novo ano.
  • Vacinas contra influenza e RSV reduzem infecções e trazem benefícios adicionais, como menor risco de ataque cardíaco; dados da pandemia mostram que menos contato humano reduz transmissão.

O aumento de infecções respiratórias no inverno tem origem principalmente em fatores comportamentais: mais tempo passado em ambientes fechados e com ventilação reduzida. A relação entre frio e gripe é vista como correlação, não causalidade, segundo estudos consultados.

Dados históricos indicam que vírus respiratórios atingem picos em ocasiões diferentes durante o inverno. Rhinovírus tende a se espalhar quando crianças voltam à escola e há aglomeração em salas de aula, enquanto o RSV costuma apresentar pico próximo ao Ano Novo, impactando especialmente idosos e bebês.

O frio extremo também pode aumentar a suscetibilidade individual, pois a exposição prolongada ao frio pode deixar o corpo mais cansado e com menor defesa contra infecções. Pesquisas apontam ainda que rhinovírus se desenvolvem melhor em temperaturas mais baixas, com a defesa do organismo relativamente reduzida em ar frio.

Vacinação como proteção

A proteção mais eficaz contra doenças de inverno é a vacinação contra vírus sazonais, como influenza e RSV. Além de reduzir a incidência de infecções, as vacinas podem trazer benefícios adicionais à saúde, inclusive com menor risco de ataques cardíacos em alguns casos.

Especialistas destacam que a estratégia de vacinação não apenas evita o adoecimento, mas também contribui para reduzir hospitalizações e complicações em grupos vulneráveis, fortalecendo a resposta de saúde pública durante a estação.

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