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Reestruturação em Porton Down compromete ciência de segurança nacional, alerta delator

Whistleblower afirma que reformulação em Porton Down prejudica pesquisa crítica e moral, com impacto potencial na segurança nacional

Work by scientists at the laboratory helped national security efforts linked to the 2018 Salisbury novichok poisoning and the Covid pandemic.
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  • Um denunciante afirmou ao Guardian que a reforma no Defence Science and Technology Laboratory (DSTL), em Porton Down, Wiltshire, deixou a instituição em “limbo”, prejudicando a moral e a pesquisa crítica para a segurança nacional.
  • Segundo ele, houve a “deleção” de centenas de vagas e a exigência de reocupação de cargos, o que pode comprometer pesquisas e a segurança; o DSTL emprega cerca de 4.800 pessoas.
  • Quaisquer mudanças teriam reduzido o engajamento dos trabalhadores a um índice histórico baixo de 43%, conforme a última pesquisa interna, com comparação a 57% no grupo National Armaments Director e 64% na civil. A avaliação de segurança também aponta DSTL entre os 1% inferiores em recursos para trabalhar com segurança.
  • O denunciante atribui as mudanças ao diretor executivo, Paul Hollinshead, que, segundo ele, tem feito pressão para melhorar saúde e segurança sob risco de perder a licença de operação.
  • O Ministério da Defesa afirma que não houve redundâncias, e que o DSTL segue em reformas para cumprir metas, citando avanços como o teste da-láser DragonFire e grandes testes de IA e sistemas autônomos.

A remodelação do laboratório de ciência e tecnologia de defesa em Porton Down tem causado queda de moral entre os funcionários e prejudicado pesquisas consideradas críticas para a segurança nacional, segundo um denunciante sênior ouvido pelo Guardian. O informante afirma que o DSTL entrou em um limbo paralisante devido às mudanças, dificultando o andamento de trabalhos essenciais e aumentando a pressão sobre a equipe.

Segundo o denunciante, houve um programa de “eliminação” de centenas de vagas e a exigência de nova candidatura para cargos, o que prejudica a pesquisa científica e pode colocar em risco a segurança. O DSTL, ligado ao Ministério da Defesa, emprega cerca de 4.800 funcionários e atua em áreas como resposta a incidentes e pesquisas de ponta para a defesa.

O Ministério da Defesa reconheceu que a moral foi afetada pela reorganização, mas afirmou que não houve redundâncias decorrentes das supostas eliminações de vagas. O relato do denunciante é corroborado por fontes sindicais e por dados vazados de pesquisas internas com funcionários.

Sistema de avaliação e segurança

A mais recente pesquisa interna mostrou que o índice de engajamento caiu para 43%, diante de 57% na área de Direção Nacional de Armamentos e 64% na média do serviço público. Além disso, uma avaliação de segurança, conduzida pelo Health and Safety Executive, colocou o DSTL entre os 1% inferiorizados entre organizações públicas e privadas, em relação a recursos para trabalhar com segurança.

O denunciante atribui o atraso das atividades à consolidação de mudanças desde 3 de novembro, que teriam criado um ambiente em que a equipe, descrita como talentosa, se sente substituível. Diz que a prioridade científica ficou menos central e que há perda de motivação e de pessoas qualificadas ao longo de meses.

A visão do denunciante aponta que a liderança tem enfatizado melhorias em saúde e segurança para manter a licença de operação, sob avaliação constante. Outros relatos indicam que a reformulação busca alinhar o DSTL ao conjunto de reformas de defesa no governo, com foco em desempenho tecnológico e controle de risco.

A resposta oficial e o contexto da reforma

O governo sustenta que não houve demissões nem saídas forçadas em decorrência das mudanças, e que o DSTL, agora integrante do grupo do Diretor Nacional de Armamentos, está no caminho para cumprir metas como a demonstração da última edição de uma tecnologia laser e grandes testes de IA e sistemas autônomos. As autoridades defendem que as reformas visam fortalecer a capacidade de antever e responder a ameaças em evolução, além de elevar padrões de segurança.

Porto de Down, apontado como um polo de pesquisa de defesa de ponta, continua sob a gestão de mudanças para ampliar a proteção nacional. A administração ressalta que a dedicação dos profissionais sustenta o desempenho atual, indicando melhoria em relação ao ano anterior.

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