- Governo federal e o Novo Banco de Desenvolvimento assinam contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) para a construção do primeiro hospital inteligente do SUS, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI).
- O ITMI terá investimento total de R$ 1,9 bilhão, com R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, e ficará sediado em São Paulo.
- O projeto integra a Rede Nacional Agora Tem Especialistas de Hospitais e Serviços Inteligentes, com inauguração prevista para 2029 e capacidade de 800 leitos, entre emergência, UTI e enfermaria.
- A unidade contará com 25 salas cirúrgicas, atendimento em cirurgia de urgência, medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia, além de uso de IA, telemedicina e conectividade 5G.
- O plano prevê 14 UTIs inteligentes interligadas em 13 estados e regiões, com operação prevista já no primeiro semestre de 2026, sob supervisão do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Nesta quarta-feira (7), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinaram o contrato de US$ 320 milhões com o Novo Banco de Desenvolvimento para a construção do primeiro hospital inteligente público do Brasil, o ITMI, em São Paulo. O acordo ocorreu no Palácio do Planalto.
O ITMI integra a Rede Nacional Agora Tem Especialistas de Hospitais e Serviços Inteligentes, com investimento total de 4,8 bilhões de reais. O instituto terá 1,9 bilhão de reais em investimento, incluindo 110 milhões do governo federal e 55 milhões do governo de São Paulo.
A unidade deverá inaugurar em 2029 e terá 800 leitos, com 250 de emergência, 350 UTIs e 200 enfermarias. O hospital contará com 25 salas cirúrgicas e capacidade para cerca de 190 mil internações anuais, além de 27 mil cirurgias por ano.
Estrutura e objetivos do ITMI
O ITMI ficará sediado em São Paulo e utilizará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada. Haverá um Centro Nacional de Pesquisa Translacional e Inovação em medicina de precisão, ciência de dados em saúde e validação de dispositivos médicos.
Entre as inovações previstas estão agendamento e triagem com IA, ambulâncias 5G para monitoramento de pacientes e operações com cirurgia robótica e análise de dados de saúde por IA. A proposta busca reduzir tempos de diagnóstico e atendimento.
Rede de UTIs e expansão regional
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes contará com 14 UTIs inteligentes voltadas a cardiologia e neurologia. A operação ocorrerá em 13 estados, conectados a uma central de pesquisa e supervisionados pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.
O segundo eixo prevê o hospital inteligente como núcleo para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado em urgência e emergência em mais de cinco vezes. O ITMI deve ampliar o atendimento por leito em comparação a estruturas atuais.
O terceiro eixo envolve a modernização de hospitais de excelência do SUS e a estruturação de serviços inovadores, incluindo novas unidades como o hospital da Unifesp, seis hospitais federais, o Instituto do Cérebro e outros argumentos de referência no Brasil.
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