- Seis baleias-piloto morreram após encalhe em Farewell Spit, praia remota da Nova Zelândia.
- Cerca de cinquenta e cinco baleias wash up na quinta-feira; quinze restrandaram ao longo de aproximadamente um quilômetro da orla.
- Voluntários da Project Jonah trabalham para reunir as quinze em um grupo compacto e reflotar as baleias antes que a maré mude.
- A fiscalização ambiental acionou guardas, um barco e um drone para monitorar possíveis novos encalhes; Farewell Spit é descrita como uma “armadilha natural” na rota migratória das baleias-piloto de barbatanas longas.
- Encalses massivos são comuns no local; em fevereiro de dois mil e dezessete, mais de quatrocentas baleias-piloto já se encalharam ali, o maior registro em mais de cem anos.
Dois grupos de voluntários trabalham para salvar baleias-piloto na costa de Farewell Spit, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Cerca de 55 baleias aparecem na quinta-feira e, apesar de muitas terem retornado ao mar, 15 ficaram restranding ao longo de cerca de 1 km da faixa de areia. Quatro homens e mulheres se envolvem com bombas de água para manter os animais frios.
A organização sem fins lucrativos Project Jonah coordena a operação, com apoio de voluntários locais. Louisa Hawkes, porta-voz da ONG, informou que o objetivo é reunir as baleias em um grupo compacto para facilitar a reintrodução ao oceano.
Os resgateadores planejam refloatar as baleias na parte da tarde, antes que a maré recue. O grupo também busca mais voluntários para ajudar no procedimento. A marinha local não está envolvida diretamente, mas a equipe conta com apoio operacional.
Operação de resgate e monitoramento
O Departamento de Conservação da Nova Zelândia enviou vigilância com guardas, um barco e um drone para Farewell Spit, para monitorar novas ocorrências. A região é conhecida por atrair massas de baleias e é descrita como uma “armadilha natural” para baleias de cauda longa durante a migração.
Farewell Spit fica na ponta norte da Ilha Sul. A área registra ocorrências regulares de encalhes, atribuídas às praias de maré bem suaves e marés que descem rapidamente, o que dificulta a fuga das baleias.
Contexto histórico na região
Em fevereiro de 2017, mais de 400 baleias-piloto de cauda longa encalharam no mesmo local, marcando um dos maiores encalhes da Nova Zelândia em mais de um século. Mesmo com ações de resgate anteriores, o fenômeno persiste, exigindo monitoramento constante.
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