- Reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo operam com 27,2% da capacidade total, ainda em nível de atenção.
- Cantareira segue entre os mais críticos, com 19,9% da capacidade e janeiro com chuva acumulada de apenas 28,4 mm, bem abaixo da média de 260,0 mm.
- Alto Tietê apresenta 21,3% de armazenamento, e janeiro soma 45,9 mm de chuva, também aquém da média de 232,1 mm.
- Guarapiranga está em 48,2%; Cotia, 42,2%; Rio Grande, 61,7%; Rio Claro, 41,9%; e São Lourenço, 55,3%, com variações modestas diárias.
- Temperaturas elevadas aumentam evaporação e a demanda por água, pressionando os reservatórios e o setor elétrico, dependente de chuvas consistentes ao longo da estação chuvosa.
O calor intenso e as chuvas irregulares continuam pressionando os reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Atualização da Sabesp de 09 de janeiro de 2026 aponta que o Sistema Integrado Metropolitano opera com 27,2% da capacidade total.
Apesar de episódios de chuva recentes, os volumes não compensam a queda histórica. A maior parte da água cai em áreas com menor recarga de mananciais, enquanto o concreto urbano favorece rápido escoamento.
As altas temperaturas elevam a evaporação e aumentam a demanda por água para consumo humano, usos urbanos e industriais. O balanço hídrico permanece desfavorável, dificultando a recuperação dos níveis mesmo com chuvas localizadas.
Situação dos reservatórios da RMSP
Cantareira opera com 19,9% da capacidade, registrando leve queda de 0,1% em relação ao dia anterior. Em janeiro, choveu 28,4 mm, muito abaixo da média de 260,0 mm.
Alto Tietê soma 21,3% de volume, sem variação diária. O total de chuva em janeiro é de 45,9 mm, ante a média de 232,1 mm.
Guarapiranga mantém 48,2% de armazenamento, com aumento de 1,7% nas últimas 24 horas. O mês trouxe 6,2 mm de chuva, bem aquém da média de 295,5 mm.
Cotia fica em 42,2% da capacidade, queda de 0,1%. Janeiro registra 18,2 mm de chuva, contra a média de 216,6 mm.
Rio Grande opera com 61,7%, aumento de 0,4%. O acumulado mensal é de 35,6 mm, abaixo da média de 243,4 mm.
Rio Claro está em 41,9%, com leve alta de 0,1%. Em janeiro choveu 6,4 mm, distante da média de 295,5 mm.
São Lourenço apresenta 55,3% de armazenamento, com alta de 2,8%. O acumulado de chuva em janeiro é de 52 mm, menos que a média de 269,4 mm.
Retorno das chuvas aos reservatórios
Dados recentes indicam retorno de chuvas aos sistemas, com aumentos entre 0,1% e 0,2% em muitos casos. Mesmo assim, o ganho não representa recuperação efetiva, apenas estabilização dos estoques.
Risco para o abastecimento e panorama elétrico
O verão, iniciado no dia 21 de dezembro, deve manter a atenção sobre o abastecimento, especialmente no Sudeste/Centro-Oeste. O volume atual dos reservatórios regionais flutua próximo a 26,3%, com leve recuperação de 0,5 ponto percentual.
No setor elétrico, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste opera com cerca de 42,4% de armazenamento, segundo o ONS. A recuperação observada em dezembro e janeiro é lenta, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo.
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