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Maior iceberg do mundo pode entrar em colapso, diz NASA

Iceberg A-23A, o maior do mundo, está prestes a entrar em colapso no Atlântico Sul, após décadas de deriva desde a Antártida

Iceberg A-23A se desprendeu da Antártida em 1986 e hoje está reduzido a cerca de um quarto do seu tamanho original
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  • Aisagem do A-23A, o maior iceberg do mundo, prestes a desintegrar-se no Atlântico Sul, conforme imagem divulgada pela Nasa na quinta-feira, 8.
  • O iceberg se separou da Antártida em 1986, media 4 mil km² na origem e hoje está em torno de 1,1 mil km².
  • Fotografias de 26 de dezembro mostraram áreas azuis de água derretida na superfície; no dia seguinte, astronauta captou imagens mais próximas com poças maiores.
  • Cientistas veem fissuras e descrevem um possível processo de “explosão” que teria rompido bordas, sugerindo que a desintegração pode ocorrer em dias ou semanas.
  • A-23A já tinha uma trajetória longa, ficou preso no Mar de Weddell por décadas, soltou-se em 2020, percorreu a região e, desde 2025, vem se fragmentando ao longo do caminho.

O iceberg A-23A, originado na Antártida em 1986, está prestes a entrar em colapso. A Nasa divulgou, na quinta-feira passada, imagens do objeto à deriva no oceano Atlântico Sul, entre o leste da América do Sul e a Geórgia do Sul. Os científicos apontam sinais de desintegração acelerada.

A foto capturada por satélite em 26 de dezembro mostra a área do iceberg encharcada, com grandes poças de água azul na superfície. Em seguida, uma imagem da Estação Espacial Internacional reforçou a percepção de poças ainda maiores.

Segundo pesquisadores, as áreas azuis indicam desintegração contínua. O peso da água acumulada nas rachaduras pode ampliar fissuras e provocar desagregação, acelerando o processo de desgaste do bloco de gelo.

A-23A se separou da Antártida em 1986, possuía cerca de 4 mil km² no início. Hoje, estimativas apontam aproximadamente 1,1 mil km², reduzindo-se a pouco mais de um quarto do tamanho original.

O iceberg já percorreu trajetos incomuns, incluindo passagem pelo Mar de Weddell e deslocamentos que o levaram próximo à Geórgia do Sul, antes de se afastar rumo ao oceano aberto. Agora, encontra-se sob influência de correntes frias e, conforme pesquisadores, está em estágio avançado de ruptura.

Especialistas destacam que o A-23A pode se desintegrar em dias ou semanas. A temperatura da água, por volta de 3 °C, e o aquecimento gradual do hemisfério Sul favorecem o processo de erosão nas bordas.

Esse caso, embora extremo, não é único entre os icebergs antárticos. O A-23A acompanhou toda a sua trajetória por décadas, servindo de instrumento para entender a dinâmica de megaicebergs e suas interações com ventos e correntes oceânicas.

Fontes oficiais ressaltam que o monitoramento por satélite permitiu registrar a evolução do A-23A com detalhes, contribuindo para a compreensão de descolamentos, rupturas e padrões de derretimento que podem ocorrer em eventos semelhantes no Atlântico Sul.

O estado de colisão iminente do A-23A mostra a complexidade dos processos de degradação de grandes blocos de gelo antárticos e o papel das plataformas de gelo na circulação oceânica regional. A comunidade científica continuará acompanhando o desenrolar do caso.

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