Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Após um ano, benchmark TGBS mostra como restaurar florestas para biodiversidade

Um ano após o lançamento, o TGBS certificou seis sítios e expandiu mentoria, promovendo restauração de biodiversidade com práticas consistentes e acessíveis

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O padrão global de biodiversidade (TGBS) foi lançado em 2024 para certificar locais de restauração com resultados positivos para a biodiversidade, oferecendo mentoria para melhores práticas.
  • Um ano após o lançamento, seis sites já foram certificados pelo TGBS e 15 núcleos regionais oferecem mentoria para projetos em cinco continentes.
  • A certificação avalia melhoria mensurável na biodiversidade, com análise de imagens de satélite, visitas de campo e critérios como integridade do ecossistema e envolvimento de comunidades.
  • O projeto Budongo-Bugoma, na Uganda, liderado pela Jane Goodall Institute, tornou-se o primeiro a alcançar o nível avançado de certificação; neles foram plantadas 2,4 milhões de árvores e houve melhoria na conectividade com áreas naturais.
  • A iniciativa ressalta que a certificação não é um crédito de carbono, mas pode agregar valor a projetos de restauração, fornecendo orientação técnica e apoio contínuo por meio de redes regionais.

O Global Biodiversity Standard (TGBS) completa um ano desde o seu lançamento e já certificou seis sítios de restauração, com quinze polos regionais oferecendo mentoria em cinco continentes. A iniciativa visa assegurar que projetos de reflorestamento promovam benefícios reais à biodiversidade.

Criada pela Botanic Gardens Conservation International (BGCI) e parceiros, a TGBS surgiu para preencher lacunas de certificação voltadas principalmente à biodiversidade. O objetivo é evitar monoculturas e plantações inadequadas, assegurando resultados mensuráveis em ecossistemas.

No Uruguai, África e América Latina, projetos liderados por jardins botânicos e organizações sem fins lucrativos passam por avaliação com base em imagens de satélite, visitas de campo e consultas com a comunidade. Os projetos recebem certificação padrão, avançada ou premium.

Na prática, a avaliação envolve oito critérios, como integridade do ecossistema, proteção e participação de stakeholders, com auditoria de terceiros para transparência. As avaliações são conduzidas por hubs regionais, que também oferecem mentoria contínua.

Em Uganda, o Tooro Botanic Gardens liderou a avaliação do corredor Budongo-Bugoma, resultando na certificação avançada. O projeto é uma parceria com a Jane Goodall Institute (JGI) e Ecosia, visando restauração de 2,4 milhões de árvores na região.

A TGBS destaca que mentoria local facilita a adoção de práticas adequadas, reduz custos de deslocamento e fortalece a participação de comunidades, além de apoiar a identificação taxonômica de espécies nativas. A abordagem evita modelos de cima para baixo.

Entre os benefícios para financiadores, Ecosia atua como parceira técnica e financiadora de sites-piloto. A certificação funciona como auditoria para confirmar boas práticas, mas o valor real está na mentoria e no acompanhamento contínuo.

A iniciativa também mira ampliar o uso de espécies nativas, ampliar a conectividade entre áreas protegidas e promover alternativas econômicas para comunidades locais, reduzindo pressões sobre as florestas.

No momento, a TGBS trabalha para ampliar a rede de hubs e envolver mais projetos nos próximos anos, explorando sinergias com outros sistemas de certificação e possíveis vínculos com créditos de carbono, sem transformar a certificação em crédito de mercado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais