- O padrão global de biodiversidade (TGBS) foi lançado em 2024 para certificar locais de restauração com resultados positivos para a biodiversidade, oferecendo mentoria para melhores práticas.
- Um ano após o lançamento, seis sites já foram certificados pelo TGBS e 15 núcleos regionais oferecem mentoria para projetos em cinco continentes.
- A certificação avalia melhoria mensurável na biodiversidade, com análise de imagens de satélite, visitas de campo e critérios como integridade do ecossistema e envolvimento de comunidades.
- O projeto Budongo-Bugoma, na Uganda, liderado pela Jane Goodall Institute, tornou-se o primeiro a alcançar o nível avançado de certificação; neles foram plantadas 2,4 milhões de árvores e houve melhoria na conectividade com áreas naturais.
- A iniciativa ressalta que a certificação não é um crédito de carbono, mas pode agregar valor a projetos de restauração, fornecendo orientação técnica e apoio contínuo por meio de redes regionais.
O Global Biodiversity Standard (TGBS) completa um ano desde o seu lançamento e já certificou seis sítios de restauração, com quinze polos regionais oferecendo mentoria em cinco continentes. A iniciativa visa assegurar que projetos de reflorestamento promovam benefícios reais à biodiversidade.
Criada pela Botanic Gardens Conservation International (BGCI) e parceiros, a TGBS surgiu para preencher lacunas de certificação voltadas principalmente à biodiversidade. O objetivo é evitar monoculturas e plantações inadequadas, assegurando resultados mensuráveis em ecossistemas.
No Uruguai, África e América Latina, projetos liderados por jardins botânicos e organizações sem fins lucrativos passam por avaliação com base em imagens de satélite, visitas de campo e consultas com a comunidade. Os projetos recebem certificação padrão, avançada ou premium.
Na prática, a avaliação envolve oito critérios, como integridade do ecossistema, proteção e participação de stakeholders, com auditoria de terceiros para transparência. As avaliações são conduzidas por hubs regionais, que também oferecem mentoria contínua.
Em Uganda, o Tooro Botanic Gardens liderou a avaliação do corredor Budongo-Bugoma, resultando na certificação avançada. O projeto é uma parceria com a Jane Goodall Institute (JGI) e Ecosia, visando restauração de 2,4 milhões de árvores na região.
A TGBS destaca que mentoria local facilita a adoção de práticas adequadas, reduz custos de deslocamento e fortalece a participação de comunidades, além de apoiar a identificação taxonômica de espécies nativas. A abordagem evita modelos de cima para baixo.
Entre os benefícios para financiadores, Ecosia atua como parceira técnica e financiadora de sites-piloto. A certificação funciona como auditoria para confirmar boas práticas, mas o valor real está na mentoria e no acompanhamento contínuo.
A iniciativa também mira ampliar o uso de espécies nativas, ampliar a conectividade entre áreas protegidas e promover alternativas econômicas para comunidades locais, reduzindo pressões sobre as florestas.
No momento, a TGBS trabalha para ampliar a rede de hubs e envolver mais projetos nos próximos anos, explorando sinergias com outros sistemas de certificação e possíveis vínculos com créditos de carbono, sem transformar a certificação em crédito de mercado.
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